Sábado, 11 de Julho de 2009
Domingo, 28 de Junho de 2009
Sexta-feira, 26 de Junho de 2009
Quarta-feira, 24 de Junho de 2009
1 a 15 de julho de 2009
O Festival de todas as músicas
Hoje solicitei as credenciais para cobrirmos o FML.
Estou animadíssimo, embora ainda não conheçamos a programação artística estou certo que novamente será um espetáculo.
A seguir a voz oficial do FML.
O Festival de Música de Londrina, na sua 29ª edição, mantém duas estruturas: pedagógica e artística - que se entrelaçam gerando novos valores e visões para a Criação, Vivência, Desempenho e a Educação Musical. Essas estruturas procuram privilegiar "todas as músicas" principalmente a música brasileira, mantendo sempre o alto nível de desempenho dos músicos convidados.
A programação pedagógica, com cursos ministrados por professores reconhecidos no Brasil e no exterior, propõe alternativos e novos direcionamentos para fazê-lo musical e para a educação musical, configurando-se num terreno de congraçamento estético e de diversidade cultural presentes na nossa contemporaneidade. A sistematização dos diversos módulos da estrutura pedagógica visa possibilitar a variedade e abrangência de experiências musicais, além de facilitar a organização e escolha dos cursos, procurando garantir resultados integrados.
Como ineditismo desta edição, o festival promove o Curso de 'Processos Criativos em Composição Musical com ênfase em Heurística Musical' ministrado pelo compositor Prof. Dr. Ricardo Mandolini (Universidade de Lille III, França) e a Oficina de Música Eletrônica de 13 a 17 de Julho que envolve os mais variados públicos, de músicos, DJ’s a pessoas interessadas em produção musical.
Com este formato o Festival de Música será realizado no período de 11 a 25 de julho oferecendo mais de 40 cursos distribuídos nos seguintes módulos: Práticas de Conjunto, Cursos de Regência, Cursos para Instrumentos e Voz, Cursos de Estruturação Musical, Cursos de Música Popular, Cursos para Crianças, Cursos de Música e Tecnologia, Masterclasses e Cursos Especiais.
O 15º Simpósio Paranaense de Educação Musical, criado no Festival de Música de Londrina, neste ano acontecerá de 6 a 9 de Outubro em parceria com o XVIII Congresso da Associação Brasileira de Educação Musical. O tema dessa edição será "O Ensino de Música na Escola: compromisso e possibilidades" (www.abemeducacaomusical.org.br/abem2009).
A programação artística do Festival promoverá 80 concertos e será realizada nos mais diferentes espaços da cidade: teatros, shoppings, praças, igrejas, escolas, universidades, creches, asilos, penitenciárias, hospitais e empresas.
Durante o evento serão constituídos grupos de formação diversa: Banda Sinfônica, Big Band, Orquestra Sinfônica, Coro Adulto, Juvenil, Infantil e Cênico, Grupos de Música de Câmara, Grupos de Jazz, Grupos de MPB e montagem de espetáculos.
Vamos homenagear nomes importantes da nossa música: receber como convidado especial o compositor Marlos Nobre nos seus 70 anos e prestar uma homenagem a Carmem Miranda - “100 anos de nascimento".
Por meio dos seus realizadores, o Festival investe no processo cultural de regionalização, levando música a várias cidades paranaenses.
Ao preservar e dar continuidade a este evento, as Instituições Promotoras reafirmam seu compromisso ético e político com a sociedade em que a valorização da cultura é fundamental.
Bem vindos ao 29º Festival de Música de Londrina!
MARCO ANTONIO DE ALMEIDA
Diretor Artístico
www.marcoantoniodealmeida.com
Comissões
Comissão Deliberativa
Vera Maria Haj Mussi Augusto
Secretária de Estado da Cultura - Governo do Estado do Paraná
Leonardo Ramos
Secretário de Cultura do Município de Londrina
Prefeitura Municipal de Londrina
Cesar Antonio Caggeano Santos
Vice-Reitor da Universidade Estadual de Londrina
Maria do Carmo Sucupira Duarte
Presidente da Associação de Amigos do Festival de Música de Londrina
Comissão Organizadora
Lia Maria Amaral Carneiro
Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Estado do Paraná
Solange Batigliana
Secretaria Municipal de Cultura – Prefeitura do Município de Londrina
Janete El Haouli
Casa de Cultura – Universidade Estadual de Londrina
Maria do Carmo Sucupira Duarte
Associação de Amigos do Festival de Música de Londrina
Coordenação Geral
Lilian de Almeida
Coordenação Pedagógica
Heloiza de Castello Branco
Assessoria Financeira
Maria do Carmo Sucupira Duarte
Assessoria de Imprensa
Andrea Monclar
Terça-feira, 23 de Junho de 2009
Público de 90 mil pessoas assistiu às atrações do FILO 2009
Festival Internacional de Londrina mantém a qualidade artística da programação, apostando em novidades e levando teatro às ruas
A edição 2009 do Festival Internacional de Londrina (FILO) terminou no domingo, dia 21, com a apresentação de três espetáculos para platéias variadas. Um público estimado em 90 mil pessoas acompanhou os 17 dias de evento, em 112 apresentações de 54 espetáculos e 14 shows dos cinco Pontos de Encontro do Festival. Londrina recebeu 51 companhias de oito países.
Artistas da Itália, Rússia, Espanha, Argentina, Cuba, França, Alemanha/EUA e Brasil levaram os mais variados espetáculos a 25 espaços, entre teatros e salas alternativas, shoppings, praças, parques, ruas e locais públicos de Londrina, chegando à cidade vizinha Ibiporã.
Grupos de seis estados brasileiros e Distrito Federal mostraram um panorama das artes cênicas em quatro regiões do País. Este ano, o FILO organizou 22 atividades formativas, atendendo um público de 800 pessoas. Seis projetos socioculturais foram desenvolvidos na comunidade e em instituições, envolvendo 112 participantes. Nas ruas, o público acompanhou 14 apresentações de oito espetáculos.
Em um ano em que a crise chegou a afetar eventos em todo o País, o FILO surpreendeu. Na opinião do diretor Luiz Bertipaglia, apesar de ter sido realizado com menos recursos do que nos anos anteriores, o FILO 2009 alcançou o público esperado e teve atrações condizentes com a tradição de qualidade do evento.
“Trouxemos, por exemplo, um dos melhores grupos de clown do mundo, o Teatr Licedei, da Rússia, que encantou o público que lotou o Teatro Ouro Verde nos três dias de apresentação. Quem já viu outros trabalhos do Licedei sabe que eles evoluíram muito, principalmente tecnicamente, utilizando com maestria e inovações cênicas um estilo próprio de fazer teatro”, diz.
Duas importantes estréias nacionais marcaram a programação: a do espetáculo “Para Acordar os Homens e Adormecer as Crianças”, do Ballet de Londrina, e “Os Figurantes”, montagem da Casa Laboratório para as Artes do Teatro (SP), dirigida por Cacá Carvalho.
“Apesar de não ser um festival de estréias, o FILO pode e deve promover grupos estáveis e, se for o caso, suas estréias. Neste ano, acho que acertamos em cheio”, comenta Bertipaglia. “No caso do Ballet de Londrina, vimos um espetáculo de grande qualidade e amadurecimento. A Casa Laboratório apresentou um espetáculo que visivelmente terá uma grande trajetória”.
Novidades
Duas novidades na edição 2009 do FILO foram o debate “Acessibilidade para a Democratização da Cultura” e o encontro VOZ.PERFORMANCE.JOGO.POESIA.CORPO, que tiveram destaque na programação e na atenção do público.
A discussão levantada no Debate vem ganhando repercussão em todo o País. Nesta atividade, que reuniu representantes de entidades e artistas, foi tirada uma carta que está sendo enviada às curadorias de eventos artísticos de todas as áreas, solicitando a inclusão de espetáculos e/ou projetos relacionados a pessoas com deficiências em sua programação.
Na opinião de Luiz Bertipaglia, o tema “inclusão” foi bem recebido pelo público. “Quem acompanhou a programação especificamente preparada para alavancar esta discussão entendeu a intenção do Festival”, comenta. Ele diz que os espetáculos selecionados (“Ninguém Mais Vai ser Bonzinho”, do grupo carioca Os Inclusos e os Sisos; “Judite Quer Chorar, Mas Não Consegue”, do ator-bailarino baiano Eduardo O. e “Cenas da Vida”, do londrinense GTPAÊ) foram elogiados pelos espectadores. “O debate também foi muito proveitoso, inclusive com a elaboração da carta do FILO que já está circulando pelo Brasil, na qual pedimos uma especial atenção ao tema”.
Segundo Paulo Braz, coordenador do Debate, a proposta tirada no FILO vem recebendo não só congratulações, mas também pedidos de inclusão de assinaturas de entidades de várias partes do País. “A repercussão foi tão boa que na edição 2010 do FILO certamente vamos ampliar as discussões sobre o tema”.
Vozes
O encontro VOZ.PERFORMANCE.JOGO.POESIA.CORPO reuniu em Londrina grandes artistas internacionais: os italianos Enzo Minarelli e Matteo Belli, o norte-americano, radicado na Alemanha, David Moss, e a espanhola Fátima Miranda.
Para Luiz Bertipaglia, o FILO sempre abrigou em sua programação propostas inovadoras, experimentais e provocativas. “Esse encontro foi uma aposta da direção do Festival que acredito ter sido muito bem recebida pelo público”, diz. “Com certeza houve o estranhamento - já esperado - por tratar-se de uma novidade. No entanto, quem acompanhou a programação com o olhar de um evento dentro do evento FILO entendeu a proposta e aproveitou muito as atrações”.
Como em toda proposta ainda não experimentada, destaca o diretor, há correções e observações a serem feitas. “De modo geral, penso que foi muito gratificante ter realizado o encontro. Já recebemos retorno de público elogiando alguns dos artistas participantes”.
A curadora e idealizadora desta atividade, Janete El Haouli, ressalta que o encontro trouxe a Londrina, pela primeira vez, quatro artistas dedicados a tendências distintas, mas que, ao mesmo tempo, têm pontos em comum. “Eles são pesquisadores da voz, sob o ponto de vista artístico e científico”.
A inquietação que trabalhos tão instigantes provocaram no público do FILO foi o ponto mais importante do encontro, na opinião da curadora. Ela também salienta o fato deste evento reunir criadores que buscam múltiplas formas de se expressar, proporcionando um panorama diversificado do uso experimental da voz, incluindo em seus trabalhos elementos de culturas e sociedades diferentes.
Atividades e projetos
Uma diversificada programação de atividades formativas marcou o FILO 2009. Foram três palestras, nove oficinas, quatro bate-papos, duas demonstrações de trabalho, uma mesa redonda e uma aula-conferência.
Segundo Adriane Gomes, uma das coordenadoras dessa programação, as atividades formativas são dirigidas, principalmente, a estudantes de Artes Cênicas e integrantes de grupos de teatro, participantes ou não da programação artística do Festival.
“Nessas atividades cria-se uma relação que vai além daquela estabelecida durante as apresentações dos grupos e artistas. Os participantes têm a oportunidade de estar frente a frente com criadores e encenadores. Este contato é fundamental para a formação dos estudantes e grupos locais”, diz.
Outro trabalho de formação – e de inclusão – realizado no FILO são os projetos socioculturais. Em 2009, foram desenvolvidos trabalhos em quatro instituições que resultaram em seis apresentações. Os projetos foram levados aos Pontos de Cultura CEPIAC (Conjunto João Paz) e Casa das Fases (Jardim Higienópolis), Instituto Londrinense de Instrução e Trabalho para Cegos (ILITC) e Instituto Londrinense de Educação para Surdos (ILES).
O Festival Internacional de Londrina é uma realização da Associação dos Amigos da Educação e Cultura Norte do Paraná (Àmen) e Universidade Estadual de Londrina.
Em 2009, o evento foi patrocinado pela Petrobras - Governo Federal / Ministério da Cultura / Lei de Incentivo à Cultura, Prefeitura de Londrina / Secretaria Municipal da Cultura / Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic), Funarte, Caixa Econômica Federal. Parcerias: SETI - Fundação Araucária / Governo do Paraná. Apoio: Secretaria de Estado da Cultura - Governo do Paraná, SESC-PR/Sistema Fecomércio, Embaixada da Espanha no Brasil, Instituto Goethe, Instituto Italiano de Cultura de São Paulo. "Agradecemos a todos esses importantes patrocinadores e parceiros, que por mais um ano nos ajudaram a viabilizar um evento do porte e da importância do Festival Internacional de Londrina", ressalta Bertipaglia.
A seguir, trechos da entrevista com o diretor Luiz Bertipaglia:
O que o FILO 2009 deixa como experiência a ser fortalecida ou seguida na escolha da programação? Há necessidade de ajustes?
Ajustes são sempre necessários. Uma edição nunca será igual à outra, mas acho que a programação foi bastante satisfatória para um ano de crise. Foi preciso muita criatividade para compor esta programação.
Com a experiência dos Pontos de Encontro já é possível pensar num novo formato para o Cabaré nos próximos anos?
Não. Essa foi uma fórmula testada e que poderá ser avaliada para os próximos anos. Mas o Cabaré ainda será tema de avaliação para que possamos definir sobre sua realização em 2010.
Dentro do que foi visto no FILO, quais as tendências para a criação e produção de espetáculos no Brasil?
Temos grandes criadores no Brasil. De vários estilos, com várias propostas cênicas e com muita criatividade. O FILO mostrou um pouco dessa diversidade. Acho que a produção, desde que tenha apoio necessário e espaços privilegiados, como os festivais, continuará com a qualidade vista no FILO.
Qual a importância dos festivais neste momento da Cultura no Brasil? Ainda é uma fórmula eficiente para a circulação de espetáculos?
A cada ano tenho mais certeza de que os festivais são fundamentais para a difusão da cultura e, em especial, do teatro. Sem eles, os artistas e grupos de teatro, dança, circo e música perderiam um espaço privilegiado para mostrar suas criações. O momento de um festival é principalmente o momento do encontro onde os trabalhos são colocados à prova do público e da crítica especializada. Um termômetro importantíssimo para que esses artistas avaliem o trabalho que vêm fazendo.
Quais os planos para o FILO 2010?
Realizar um festival de qualidade, que atenda aos anseios do nosso público. Algumas novidades serão divulgadas em breve.
Texto:
Jackeline Seglin/Célia Musilli
Assessoria de Imprensa FILO
Mais informações: www.filo.art.br
Segunda-feira, 22 de Junho de 2009
Rabiscos virtuais e
“clicks” digitais
By JC Miller Jr
Quadragésima primeira edição, nascido como de teatro, se apresenta na meia idade como sendo: Teatro, Dança, Circo e Música.
Reconheço que a divisão é muito mais semântica do que concreta. O “Teatro” moderno utiliza praticamente todas as manifestações culturais, inclusive as chamadas artes visuais, quando consideramos: Guarda-roupa, cenografia, “light design”...
Pergunto-me juntar os festivais (teatro, musica, dança, circo) produziria mais informação cultural compactada?
O FILO apresentou todas, ocupando espaços específicos, teatros, teatros instalação (moderníssimo), ruas, praças e locais improvisados.
Tenho mais de meio século... prefiro o ator/atriz... o suor na testa... o tremor da mão... o rapidamente corrigido desequilíbrio em cena.
Democratização cultural ou falta de grana e instalações adequadas para elencos, equipes técnicas e platéia?
Talvez minha programação tenha sido inadequada, mas considerei exagerado o volume de espetáculos de manipulação (bem feitas sem duvida).
· Um avanço: Pontos de encontro (substituindo o Cabaré)
· Um retrocesso: supressão dos lugares marcados
· Uma estagnação: Ingressos fora da WEB
Platéias entusiasmadas (às vezes até demais), porem consumindo informação de forma quase descartável. Havia pouca/nenhuma analise dos espetáculos nas rodas de: caldinho de feijão, caipirinha, chopp ou pizza.
Gente bonita, descolada, fashion: mais interessada em ser vista do que ver, ouvir, sentir, refletir.
Trabalho com “entreteinment”, mas sinto um desvirtuamento na forma de se estar em “Teatro”... quase tudo vira comédia.
Não tenho paciência com os “intelectualoides” que tentam "psicanalisar" tudo, os considero uns chatos, porem banalizar tudo também me constrange, os considero inconseqüentes.
Nessa edição vi poucas apresentações de grupos locais (devo ter errado na programação). Gosto muito do que se faz em Londrina. O ano passado considerei como melhor espetáculo uma apresentação local: “Lembra”.
Falar do “Ballet de Londrina” é quase uma inconseqüência, sob o comando do coreografo Leonardo Ramos eles são magníficos. Esteja você onde estiver e houver uma apresentação do grupo, cancele qualquer compromisso e vá vê-los.´
Já O Mundo é Patético levado pelo Grupo de Teatro BR3 na categoria “homenagem”
Cumpriu bem seu papel, para quem se lembra dos “três patetas” originais, o que era praticamente ninguém na platéia.
Célia Musilli puxou minhas orelhas por não ter visto Madre Coraje com a cubana Mérida Urquia, que fez todos os personagens. Claro que arrumei uma desculpa: havia visto a montagem de “Mãe coragem e seus filhos” com a cultuadissima (em Londrina) Armazém Cia. de Teatro no FILO/2008. DA mesma companhia este ano vi (a boa) “Inveja dos anjos”.
Jamais vi teatro em França, mas as montagens que tenho visto no Brasil (todas impecáveis) me dão a sensação de “Déjà vu”. Não sei se são nossos curadores ou os franceses acreditam que apenas a mímica e a pantomima são seus produtos de exportação.
Peça a peça:
Georgette Fadel e Isabel Teixeira - São Paulo - SP
Rainha(s) - Duas Atrizes em Busca de um Coração
Creio que o que mais me encantou tenha sido o formato (Arena) e a desenvoltura das atrizes diante do modelo. Tratar um texto clássico com a leveza e a carpintaria usados no espetáculo foi extremamente eficaz, propiciando entretenimento e reflexão simultaneamente.
Fiquei encantado!
David Moss - EUA/Alemanha
David Moss Solo
Lembrou-me uma fala do “bruxo mestre” Hermeto Pascoal: Percussão é como soluço, vem e vai quando menos se espera.
A percussão é extensão (desculpe-me pela rima) do corpo e alma de David. È quente, parece latino e não nórdico. Possui uma empatia própria dos italianos jamais de alemães/norte americanos.
Fiquei excitado!
La Mínima - São Paulo - SP
A Noite dos Palhaços Mudos
Paulistas que pareciam franceses, absoluto domínio de palco, técnica e platéia (algo previsível). Absolutamente encantador, propiciou a manifestação do melhor das nossas crianças.
Fiquei melancólico!
Ballet de Londrina - Londrina-PR
Para Acordar os Homens e Adormecer as Crianças
Veja, é imperdível!
Fiquei (novamente) orgulhoso!
Eduardo Okamoto - Campinas - SP Eldorado
Propiciou meu contato com o dramaturgo Argentino Santiago Serrano. Incrível como consegue sintetizar a alma do caiçara brasileiro. Eduardo Okamoto é um “monstro” em cena somente sendo superado pelo seu superego (uma rebeca) a quem Okamoto dá vida. Monólogo impagável.
Fiquei extasiado!
Grupo de Teatro BR3 - Londrina-PR
O Mundo é Patético
Sinto um medo imenso ao iniciar este texto de não ser bairrista.
Felizmente serei auxiliado por fato. Vi 14 espetáculos... somente esse foi aplaudido (duas vezes) em cena aberta.
Comédia rasgada, digerível, produção simplíssima (cenografia – nenhuma).
Guarda-roupa muito legal. Lembra (vagamente) o “O Mistério de Irma Vap” pela facilidade com a qual os atores trocavam de roupa e personagem.
Uma homenagem aos “Três patetas”... atores com um timing maravilhoso de comedia, apoiados por uma boa luz e trilhas adequadas.
Gargalhei algumas vezes aplaudi outras tantas e fiz questão de conversar com o Ator Lazaro Câmara para cumprimentá-los.
Saí do Teatro saltitante.
Teatr Licedei - Rússia
Semianyki
Os russos são perfeitos, engraçadíssimos com corpos (e faces) muito eloqüentes. Poderiam nos ter oferecido uma clinica de maquiagem (efeitos impressionantes); “Clowns” da melhor qualidade. Um espetáculo leve (quase descartável), mas consistente.
Fiquei paralisado!
Armazém Companhia de Teatro - Rio de Janeiro – RJ
Inveja dos Anjos
Disparadamente a melhor cenografia e iluminotécnica... o pior som.
Um texto profundo e reflexivo a metáfora das linhas (de trem) paralelas expressa muito bem o paralelismo das nossas vidas e até da solidão coletiva.
Fiquei deprimido!
Fátima Miranda
Espanha - ESENSIAS
Entre Salamanca y Samarcanda
O grande espetáculo “multimídia” do festival. Fátima Miranda impecável. Eu espectador inadequado, não aprendi gostar de ópera e em alguns momentos a presença cênica lembra o estilo e isso me deixava disperso. Porém reconheço a qualidade técnica (ampla) da "performer".
Fiquei (ou estava) cansado!
Grupo Cena - Brasília-DF
Fronteiras
Outro texto de Santiago Serrano... Universal. As fronteiras não são geográficas são humanas. Felizmente permitem a “passagem” ritualística, mística (olha a rima novamente). Boa atuação da dupla de atores (teatro adaptado). Cenografia singela porém absolutamente eficaz.
Fiquei questionador!
Matteo Belli - Itália
Inferno Di Dante
Considero Dante um chato. Chamar a (sic) comédia de “Divina” um excesso. montá-la em solo uma ousadia. Matteo Belli um mega ator (lindo). Longa, cansativa, previsível A “comédia” é dificílima de ser transportada para o teatro... a produção se esforçou... talvez um dia chegue lá.
Fiquei extenuado!
Cia. Odelê - A Casa dos Gestos - Campinas-SP
Uma Noite em Claro
O a que aconteceu comigo? Estarei tentando expurgar algum “karma”... lá vem bonecos. Não pretendo ser injusto com a companhia. Conheci a turma toda: Perna Longa, Popeye, Looney Toones, Super Mouse, Tom e Jerry... Tive dificuldade para identificá-los. A primeira coisa que me chama a atenção muito positivamente é a iluminação... um céu estrelado magnífico e MUITA, MUITA agilidade nos efeitos (como em uma mesa analógica?). Vou clicar o iluminador (não ficou boa); ele era mais um malabarista do “Cirque du Soleil” do que operador de luz... ritmo na veia... mesa muito bem programada (após o espetáculo, quando o cumprimentei, disse: É uma operação tranqüila – UFA), aliás ele também (como o ator) parecia saído dos contos de fadas.
A segunda coisa a sonoplastia... efeitos e mais efeitos (muito bem cortados) que eram os principais impedi dores do sono do personagem. Em alguns momentos o Manipulador seguia a trilha... pequeno “delay”.
A esta altura a mini platéia já estava encantada. Claro que havia muitos comentários... pura excitação.
Eu também estava muito feliz, quase me esqueci das câmeras, terei muito trabalho para editar... e era um espetáculo de câmeras travadas.
Fiquei absolutamente feliz!
Gioco Vita - Teatro Stabile di Innovazione - Itália
Pépé e Stella
Começou minha saga (mal programada de animações e correlatos)
Desculpe a Tia Hebe... mas uma “gracinha”. O Cavalo Stella (coisas de Italianos) encantador, Fantasia poética, emocionante (talvez em função de minha ascendência Ítala). Qual será minha estrela guia? Porém definitivamente não estava em um bom dia (virose) e muito mais germânico do que italiano. Reconheço que o espetáculo atingiu bem ao que se propôs: Uma viagem em busca da amizade. Tenho abandonado muitas pessoas.
Fiquei dividido!
Cia. Tato Criação Cênica - Curitiba
Tropeço
Creio ter escolhido ver “Tropeço” pela minha naturalidade (Curitiba) no FILO/2008 gostei muito de: Henfil Já com Curitibanos.
Enfio-me em minha segunda animação, ainda mais minimalista. Minha referencia em animação é o grupo londrinense Imago com seu “Vix Motrix” (do qual gosto muito). Preciso aprender a gostar do gênero. ´Bonecos não suam”.
Em função de Henfil e Imago...
... Fiquei frustrado!
Studio Théâtre de Stains - França
Le Jeune Prince et la Vérité
E vem animação. Teria sido uma programação inadequada minha ou o FILO/2009 caracterizou-se pela técnica? Será uma tendência?
Excesso de informação... com uma providencial legenda... e alguns “cacos” (engraçadíssimos) em “portucês”.
Fábula com cara de “cinemão” ao vivo. Um príncipe (lindo - marionete), seguindo por “terras” distantes para encontrar a verdade, condição do camponês para consentir com o casamento com a filha.
O desejo de produzir reflexão, sobre nossas verdades, ficou no desejo... tornou-se “Espetáculo infantil”, cujo horário de 16h00 seria mais apropriado. (algodão doce, goma de mascar, chocolate nas poltronas...)
Fiquei angustiado!
Teatro Travessia - São Paulo-SP
Dias Raros
Um belo trabalho de “desconstrução teatral”. Preciso aprender a admirar esse “novo teatro”.
Fiquei Pasmo!
Cia. do Meu Tio - Salvador – BA
O Sapato do Meu Tio
Amo circos desde crianças. Os palhaços sempre me encantaram, principalmente os “clowns”. Os circenses tradicionais nascem no circo e aprendem tudo sobre a arte do circo. Arrelia (um dos principais palhaços brasileiros) foi empurrado a picadeiro... e aí começou sua carreira, perseguindo (em cena) quem o empurrou e levando a platéia ao delírio.
Os “clowns” possuem uma técnica de improviso magistral e um humor quase ingênuo e marcado por técnicas para lá de conhecidas.
“Clown” é “clown”!
Quando um ator (excelente) resolve interpretar um “clown” corre riscos seriíssimos: Roteiro, texto, marcações, timing... enfim torna-se prisioneiro quando os “Clowns” são por princípios livres.
A companhia “
Um olhar sensível e bem-humorado sobre a convivência entre dois artistas nos bastidores de seus espetáculos. Desiludido com o rumo da carreira, o mais velho ensina sua arte ao sobrinho, revelando uma relação de poucas palavras, mas cheia de respeito, humor e poesia. Entre sucessos e fracassos, os personagens fazem uma homenagem ao ofício do palhaço.
Cia. do Meu Tio errou na mão... em um espetáculo longo e sem os recursos clássicos dos palhaços.
Méritos imensos pela iniciativa de homenagear esses profissionais maravilhosos, que fizeram e fazem minhas alegrias e de tantas pessoas.
As crianças se divertiram e gargalharam. Estou certo de que elas são muito mais puras que eu e por isso sensíveis.
Saí melancólico.
Diante dos espetáculos me senti:
Angustiado, cansado, cordato, deprimido, dividido, encantado, excitado, extasiado, extenuado, frustrado, interessado, melancólico, orgulhoso, paralisado, pasmo, questionador...
Diante do festival:
Aborrecido, acido, admirado, alegre, curioso, entusiasmado, estimulado, estudioso, feliz, impaciente, leve, maravilhado, reflexivo, regredido, respeitoso, saltitante, tenso, triste...
Festivais são complexos para as companhias, principalmente as estréias. Pouquíssimo tempo para “afinar” e ajustar as marcações a novos espaços. Mas especiais pelos intercâmbios e o acesso a novas platéias.
O FILO, em especial, num esforço descomunal da organização, consegue apresentar bons espetáculos a preços populares.
Já o fiz no Blog, mas novamente meu reconhecimento a Jornalista Jackeline Seglin, que propiciou e facilitou meu trabalho.
Como você chegou até aqui há mais texto em:
http://jcmillerjunior.blogspot.com/
e fotos:
http://www.flickr.com/photos/jcmillerjr/sets/
Beijos
JC
Foram dias de festa... houve o FILO!
Grupo de Teatro BR3
(Londrina-PR)
21 de junho de 2009.
19 horas
Diretor: Marcos Loureiro
Teatro Zaqueu de Melo
Sinto um medo imenso ao iniciar este texto de não ser bairrista.
Felizmente serei auxiliado por fato. Vi 14 espetáculos... somente esse foi aplaudido (duas vezes) em cena aberta.
Comédia rasgada, digerível, produção simplissima (cenografia – nenhuma).
Guarda-roupa muito legal. Lembra (vagamente) o “O Mistério de Irma Vap” pela facilidade com a qual os atores trocavam de roupa e personagem.
Uma homenagem aos “Três patetas”... atores com um timing maravilhoso de comedia, apoiados por uma boa luz e trilhas adequadas.
Gargalhei algumas vezes aplaudi outras tantas e fiz questão de conversar com o Ator Lazaro Câmara para cumprimentá-los.
Saí do Teatro saltitante.
Agora só em 2010
Beijos
JC
· O Sapato do Meu Tio
· 20 de junho de 2009 20h30
· Local: Teatro Ouro Verde
Amo circos desde crianças. Os palhaços sempre me encantaram, principalmente os “clowns”. Os circenses tradicionais nascem no circo e aprendem tudo sobre a arte do circo. Arrelia (um dos principais palhaços brasileiros) foi empurrado a picadeiro... e aí começou sua carreira, perseguindo (em cena) quem o empurrou e levando a platéia ao delírio.
Os “clowns” possuem uma técnica de improviso magistral e um humor quase ingênuo e marcado por técnicas para lá de conhecidas.
“Clown” é “clown”!
Quando um ator (excelente) resolve interpretar um “clown” corre riscos serisimos: Roteiro, texto, marcações, timing... enfim torna-se prisioneiro quando os “Clowns” são por princípios livres.
A companhia “
Um olhar sensível e bem-humorado sobre a convivência entre dois artistas nos bastidores de seus espetáculos. Desiludido com o rumo da carreira, o mais velho ensina sua arte ao sobrinho, revelando uma relação de poucas palavras, mas cheia de respeito, humor e poesia. Entre sucessos e fracassos, os personagens fazem uma homenagem ao ofício do palhaço.
Cia. do Meu Tio errou na mão... em um espetáculo longo e sem os recursos clássicos dos palhaços.
Méritos imensos pela iniciativa de homenagear esses profissionais maravilhosos, que fizeram e fazem minhas alegrias e de tantas pessoas.
As crianças se divertiram e gargalharam. Estou certo de que elas são muito mais puras que eu e por isso sensíveis.
Saí melancólico.
Beijos
JC
Sábado, 20 de Junho de 2009
· Uma Noite em Claro
· 18 de junho de 2009 19 horas
· Teatro Vila Rica
Fui ao teatro com má vontade... seria meu quarto espetáculo de manipulação. Esse eu sabia ser infantil, portanto estava preparado para a “confusão... absolutamente normal. Crianças são muito participativas e nesses casos divertidas.
A má vontade estendia também ao teatro. Já tratei desse assunto – cinema para teatro, etc etc.
Cena aberta, uma pequena mesa, pequenos objetos... excessivamente iluminada.
Som e luz analógicos. Minúsculas cadeiras atrás da minha posição prenuncio de encrenca. Um garotinho batendo no tripé da câmera a cada 32 segundos... enfim tudo pronto para ser uma “CILADA”.
Lá vem os créditos iniciais... black-out, meia luz na mesinha e entra um ator manipulador que parecia um “Gnomo”, guarda roupa interessante. Parecendo um “tio bom”, mas meio maluco. Hiper iluminado, fazendo parte da cena, sem aquela tentativa (infrutífera) de escondê-lo.
A gritaria diminui... consigo ajustar lentes, diafragmas e velocidades... difícil!!!
Consigo começar a prestar atenção ao espetáculo (em parte visto pelos “LCDs”).
A primeira coisa que me chama a atenção muito positivamente é a iluminação... um céu estrelado magnífico e MUITA, MUITA agilidade nos efeitos (como em uma mesa analógica?). Vou clicar o iluminador (não ficou boa); ele era mais um malabarista do “Cirque du Soleil” do que operador de luz... ritmo na veia... mesa muito bem programada (após o espetáculo, quando o cumprimentei, disse: É uma operação tranqüila – UFA), aliás ele também (como o ator) parecia saído dos contos de fadas.
A segunda coisa a sonoplastia... efeitos e mais efeitos (muito bem cortados) que eram os principais impedidores do sono do personagem. Em alguns momentos o Manipulador seguia a trilha... pequeno “delay” (do ator).
A esta altura a mini platéia já estava encantada. Claro que havia muitos comentários... pura excitação.
Eu também estava muito feliz, quase me esqueci das câmeras, terei muito trabalho para editar... e era um espetáculo de câmeras travadas.
Ao final do espetáculo conheci:
Simone Aranha – operadora de áudio
Darko Magalhães – operador de luz
Rafael Curci – ator-manipulador
Simpaticíssimos e eu verborrágico... quase chato.
Saí absolutamente feliz.
Beijos
JC
Sexta-feira, 19 de Junho de 2009
Quinta-feira, 18 de Junho de 2009
· Le Jeune Prince et la Vérité
· 18 de junho de 2009 19 horas
· Teatro Zaqueu de Melo
Dezenove horas no palco e na técnica se falava algo que parecia quatro idiomas misturados:
Frances
Inglês
Portuces
Português
Luz tentando ser afinada, produtores em desespero (locais e franceses) elenco se vestindo no palco... coisas de estréia e festival.
Apesar disso tudo o atraso foi mínimo... crianças... muitas crianças (normal)... mas daí a brincarem de carrinho sobre o palco me parece certo exagero... mamãe naturalmente presente – e nem o tradicional: “filhinho, fique quieto que o titio vai ficar bravo”. NADA!
Mais uma manipulação... O palco mais lotado de todos:
Atores
Atores/manipuladores
Bonecos
Elementos de cena
Manipuladores
Excesso de informação... com uma providencial legenda... e alguns “cacos” (engraçadíssimos) em “portuces”.
Fábula com cara de “cinemão” ao vivo. Um príncipe (lindo - marionete), seguindo por “terras” distantes para encontrar a verdade, condição do camponês para consentir com o casamento com a filha.
O desejo de produzir reflexão, sobre nossas verdades, ficou no desejo... tornou-se “Espetáculo infantil”, cujo horário de 16h00 seria mais apropriado. (algodão doce, goma de mascar, chocolate nas poltronas...)
Bons atores/manipuladores, algumas surpresas agradáveis (principalmente nos figurinos)... aquela luz sendo afinada ao inicio do espetáculo funcionou direitinho.
Imagine-se tentando explicar o que é “branco” para um cego.
Tudo muito caricato, mas até poético (sinto que pela predominância do azul – amo azul).
Boa diversão, embora tenha ficado confuso... admirei o esforço cênico dos Franceses... no mínimo por atravessar o Atlântico.
Devo estar mais amargo que normalmente – Perdão!!!
Amanhã vejo:
Cia. Odelê - A Casa dos Gestos - Campinas-SP
· Uma Noite em Claro
· 19 horas
· Teatro Vila Rica
Consciente de que é um “Infantil”!
Quarta-feira, 17 de Junho de 2009
· Para Acordar os Homens e Adormecer as Crianças
· 17 de junho de 2009 20h30
· Local: Teatro Ouro Verde
Hoje saí do convencional, fui ver o ensaio (sobra da virose). Nem no FILO do ano passado, nem no festival de musica, nem no FILO desse ano o havia feito. O mais próximo disso foi ver a passagem de som de Rita Lee quando a produzimos junto com a Roberta Miller.
Há algum tempo vi (no circo Funcart) o espetáculo “Decalque” com o “Ballet de Londrina”. Saí do circo orgulhoso por estar londrinense. Aquela montagem pode ser apresentada “Off Broadway ” sem pudores (e sem bairrismos)... mas sinto estar-me tornando londrinense, ao menos em seus aspectos culturais, dos quais já fui tão critico.
Ao final de “Decalque” conversei com o coreografo Leonardo Ramos (Hoje secretário de Cultura em Londrina) e brincando disse-lhe para dispensar o seu psiquiatra, pois ele havia soltado todos os seus “bichos” no palco, levando os bailarinos alem das possibilidades do corpo.
Um clima de pura camaradagem em absolutamente todos os níveis (porteiros, pessoal da imprensa, equipe técnica), mas principalmente entre os bailarinos e deles com “Léo”.
Pela primeira vez vejo em Londrina um operador de luz utilizando “fotômetro” no palco... Não estou dizendo que isso não seja comum, mas nunca havia visto, fiquei encantado.
O “Léo” quase um chato com iluminação, beira as raias da perfeição.
Lembro do compositor, arranjador e instrumentista: Marco Tureta, fazendo com o Ballet: “Fome” e a cenografia era toda produzida com radiografias humanas iluminadas magistralmente. Marco tocava “ao vivo” no palco.
No ensaio o aquecimento já foi um espetáculo, a relação do coreografo com o corpo de baile chega a ser simbiótica.
Cinco câmeras rodando e eles nos dão uma “avant-première”... “babante”.
Cliquei e gravei... recusei-me a fazer “sonoras” (entrevistas – desculpe pelo jargão) sinto que a eloqüência dos corpos em movimento deve ser suficiente.
Todos os bailarinos solam perfeitamente. O espetáculo parece uma grande curtição (ao menos no ensaio).
Mas possui a metáfora sobre a quebra da dor para uma possível liberdade. A dor estabelece relação com o prazer para compor a beleza da vida, deveria surgir espontaneamente.
Movimento/tempo/espaço... tudo se mistura se amalgama.
É entorpecedor... movido a ácido, anestesiante.
O pós-rock cumpre o papel de sublinhar as tensões e relaxamentos coreográficos do espetáculo.
Embora todos tentem, mas Decalque ainda está presente.
Verei o espetáculo sem fotografar ou gravar.
Amanhã vejo:
Cia. Odelê - A Casa dos Gestos - Campinas-SP
· Uma Noite em Claro
· 18 de junho de 2009 19 horas
· Local: Teatro Vila Rica
Beijos
JC
Terça-feira, 16 de Junho de 2009
Parece-me que a movimentação ritmada do corpo pode ter sido uma das primeiras manifestação de sentimentos, desejos, suplicas... entre outras como manifestações religiosas e facilmente imitáveis.
Como próprio da natureza humana: ritualismo, que na sua fase doentia chega a “TOC”, marcavam as “encenações”.
As lendas que se consolidaram foram aquelas interpretadas, como hoje os “contadores de causos” são grandes interpretes, que utlizam: voz, corpo, ênfase, ritmos, entonação...
Baco, importante para os latidos, Dionísio (o mesmo) para os gregos. Em honra a ele a representação de tragédias e comédias. A tragédia, consolida com Téspis.
Os atos surgem com Ésquilo e Sófocles conteporanemente com a satírica quando Aristófanes cria a mescla da paródia mitológica com a sátira política.
Os papéis eram representados por homens, pois não era permitida a antecipação de mulheres.
Os autores participavam das atuações, dos ensaios e da idealização das coreografias.
O espaço utilizado para as encenações, em Atenas, era apenas um grande círculo.
Grandes inovações foram sendo adicionadas ao teatro grego, como a profissionalização, a estrutura dos espaços cênicos (surgimento do palco elevado)
Os autores dos textos dramáticos cuidavam de praticamente todos os estágios das produções.
Os romanos já possuíam seu teatro, grandemente influenciado pelo teatro grego, do qual tirou todos os modelos.
Nomes importantes do teatro romano foram Plauto e Terêncio. Roma não possuiu um teatro permanente até o ano de 55 AC, mas enormes tendas eram erguidas, com capacidade para abrigar 40.000 espectadores.
O teatro romano criou suas próprias inovações, com a pantomima, em que apenas um ator representava todos os papéis, com a utilização de máscara para cada personagem interpretado, sendo o ator acompanhado por músicos e por coro.
O renascimento do teatro se deu, paradoxalmente, através da própria igreja, na Era Medieval. O renascimento do teatro se deveu à representação da história da ressurreição de Cristo.
A partir deste momento, o teatro era utilizado como veículo de propagação de conteúdos bíblicos, tendo sido representados por membros da igreja (padres e monges).
Desde o século XV, trupes teatrais agregavam-se aos domínios de senhores nobres e reis, constituindo o chamado teatro elisabetano.
Os atores - ainda com a participação exclusiva de atores homens - eram empregados pela nobreza e por membros da realeza. O próprio Shakespeare, assim como o ator original de Otelo e Hamlet, Richard Burbage, eram empregados pelo Lorde Chamberlain, e mais tarde foram empregados pelo próprio rei.
Na Espanha, atores profissionais trabalhavam por conta própria, sendo empresariados pelos chamados autores de comédia. Anualmente, as companhias realizavam festivais religiosos, e sobretudo no século XVII, as representações nas cortes espanholas encontravam-se fortemente influenciadas pelas encenações italianas. Os nomes mais proeminentes deste período (a chamada idade de ouro do teatro espanhol) foram Calderon de La Barca e Lope de Vega.
Foi mais notadamente na Itália que o teatro renascentista rompeu com as tradições do teatro medieval. Houve uma verdadeira recriação das estruturas teatrais na Itália, através das representações do chamado teatro humanista.
Os atores italianos deste, basicamente, eram amadores, embora já no século XVI tenha havido um intenso processo de profissionalização dos atores, com o surgimento da chamada "Commedia Dell'Arte", em que alguns tipos representados provinham da tradição do antigo teatro romano: eram constantes as figuras do avarento e do fanfarrão.
Devido às muitas viagens que as pequenas companhias de Commedia Dell'Arte empreendiam por toda a Europa, este gênero teatral exerceu grande influência sobre o teatro realizado em outras nações.
Um dos aspectos marcantes nesse teatro foi a utilização de mulheres nas representações, fato que passou a se estender para os outros países.
No século XVII, o teatro italiano experimentou grandes evoluções cênicas, muitas das quais já o teatro como atualmente é estruturado. Muitos mecanismos foram adicionados à infra-estrutura interna do palco, permitindo a mobilidade de cenários e, portanto, uma maior versatilidade nas representações.
Foi a partir do século XVII que as mulheres passaram a fazer parte das atuações teatrais na Inglaterra a na França. Na Inglaterra, os papéis femininos eram antes representados por jovens atores aprendizes. Na França, uma das atrizes que outrora havia sido integrante do grupo de Molière passou a fazer parte do elenco das peças de Racine. Therese du Parc, conhecida depois como La Champmesle, foi a atriz que primeiro interpretou o papel principal de Fedra, da obra de Racine, tornando-se então uma das principais atrizes da chamada "Commedie Française".
Brasil
O teatro tem sua origem com as representações de catequização dos índios. As peças eram escritas com intenções didáticas, procurando sempre encontrar meios de traduzir a crença cristã para a cultura indígena. Uma origem do teatro no Brasil se deveu à Companhia de Jesus, ordem que se encarregou da expansão da crença pelos países colonizados.
Os autores do teatro nesse período foram o Padre José de Anchieta e o Padre Antônio Vieira.
As representações eram realizadas com grande carga dramática e com alguns efeitos cênicos, para a maior efetividade da lição de religiosidade que as representações cênicas procuravam inculcar nas mentes aborígines. O teatro no Brasil, neste período, estava sob grande influência do barroco europeu.
Ao cabo do século XVIII, as mudanças na estrutura dramática da peças foram reflexo de acontecimentos históricos como a Revolução Industrial e a Revolução Francesa. Surgiram formas como o melodrama, que atendia aos gosto do grande público. Muitos teatros surgiram juntamente com esse grande público.
No século XIX as inovações cênicas e infra-estruturais do teatro tiveram prosseguimento. O teatro Booth de Nova York já utilizava os recursos do elevador hidráulico. Os recursos de iluminação também passaram por muitas inovações e experimentações, com o advento da luz a gás. Em 1881, o Savoy Theatre de Londres foi o primeiro a utilizar iluminação elétrica.
Os cenários, assim como o figurino, procuravam reproduzir situações históricas com um realismo bastante apurado.
As sessões teatrais, em que outrora se encenavam várias peças novas ou antigas, foram passando a ser utilizadas apenas para a encenação de uma peça. Todas as inovações pelas quais o teatro foi passando exigiram o surgimento da figura do diretor, que trata de todos os estágios artísticos de uma produção.
Ao final do século XIX uma série de autores passaram a assumir uma postura de criação bastante diversa da de seus predecessores românticos, visando a arte como veiculo de denúncia da realidade. Escritores como Henrik Ibsen e Emile Zola foram partidários dessa nova tendência, cada qual com sua visão particular.
O teatro do século XX caracteriza-se pelo ecletismo e pela grande quebra de antigas tradições. O "design" cênico, a direção teatral, a infra-estrutura e os estilos de interpretação não se vincularam a um único padrão predominante.
Entretanto, pode-se dizer que as idéias de Bertolt Brecht foram as que mais influenciaram o teatro moderno. Segundo dizia Brecht , o ator deve manter-se consciente do fato que esta atuando e que jamais pode emprestar sua personalidade ao personagem interpretado.
A peça em si, por sua vez, assim como a mensagem social nela contida, deveria ser o supremo objeto de interesse. Para tanto, os espectadores deveriam ser constantemente lembrados que estão vendo uma peça teatral e que, portanto, não identifiquem os personagens como figuras da vida real, pois neste caso a emoção do espectador obscureceria seu senso crítico.
Dado o seu temor no caso dos atores mostrarem-se incapazes de desempenhar os papéis com tanta imparcialidade, Brecht utilizou vários recursos que libertariam as encenações de quaisquer ilusões de realidade que poderiam ser criadas nas mentes dos espectadores. A cenografia se dirigia a muitos efeitos não-realísticos, assim como as próprias atividades de mudança de palco podiam ser vistas pelo público. No teatro contemporâneo tanto as tradições realistas como as não-realistas convivem simultaneamente.
Do século XVII ao início do século XIX o teatro é marcadamente colonial, fortemente influenciado pelo teatro português. Os primeiros textos, como o ''Auto da festa de S. Lourenço'', do padre José de Anchieta, são escritos pelos jesuítas de Piratininga, numa mistura de espanhol, português e tupi-guarani. Visam a catequese e são encenados pelos indígenas.
Em Minas Gerais, durante o século XVIII, atores portugueses visitam Vila Rica. A única peça local preservada é ''O parnaso obsequioso'', de Cláudio Manuel da Costa, em homenagem ao aniversário do governador.
No Rio de Janeiro, na segunda metade do século XVIII, o Teatro do padre Ventura encena as "óperas" - na verdade, comédias entremeadas de canções - de Antônio José da Silva, o Judeu ''Guerras do Alecrim e Mangerona'', autor nascido no Brasil mas que vive praticamente toda sua vida em Portugal.
E o Teatro de Manuel Luís importa espetáculos de Portugal e da Espanha. As representações acontecem principalmente em ocasiões festivas, quando grupos amadores montam, em praça pública, peças de tom popular, louvando as autoridades. Depois que a sala do padre Ventura é destruída por um incêndio (1769) e a de Manuel Luís é fechada, D. João VI manda construir, em 1810, o Real Teatro de São João, atual João Caetano, onde também se exibem atores portugueses. Só no romantismo surge um teatro com características nacionais.
Romantismo
Primeira metade do século XIX. No reinado de D. Pedro I, surge o primeiro grande ator brasileiro, João Caetano dos Santos. No ano seguinte, ''O juiz de paz na roça'' revela Luís Carlos Martins Pena, cujas comédias fazem uma crítica bem-humorada da sociedade da época.
Os dramas ''Leonor de Mendonça'', de Antônio Gonçalves Dias, e ''Gonzaga'' ou ''A revolução de Minas'', de Antônio Castro Alves; e as comédias ''A torre em concurso'', de Joaquim Manuel de Macedo, e ''O demônio familiar'', de José de Alencar , vêm ampliar o repertório nacional.
João Caetano (1808-1863) é considerado o primeiro grande ator brasileiro. Especializado em papéis dramáticos, trabalha em peças de autores como Victor Hugo, Shakespeare, Alexandre Dumas Filho e Molière. Sua montagem de ''Antônio José'' ou ''O poeta e a Inquisição'' (1838), de Gonçalves de Magalhães, dá início a um teatro com temas e atores brasileiros. No livro ''Lições Dramáticas'' reflete sobre a arte de representar.
Luís Carlos Martins Pena (1815-1848) nasce no Rio de Janeiro, de família pobre. Torna-se diplomata, chegando a adido em Londres. Utiliza com maestria a linguagem coloquial e faz rir com situações engraçadas envolvendo pessoas do interior em contato com a corte em peças como ''O juiz de paz da roça'', ''Um sertanejo na corte'' e ''A família e a festa na roça''. É o primeiro dramaturgo importante do cenário brasileiro e um dos primeiros a retratar o princípio da urbanização do país.
Realismo
Segunda metade do século XIX. “A reação aos excessos românticos já se percebe numa peça de transição, como ‘‘A Lição de botânica”, de Joaquim Maria Machado de Assis . Joaquim José da França Júnior ''Como se faz um deputado'', ''Caiu o ministério'' traça, num tom bem amargo, o painel das maquinações políticas do 2º Império. Igualmente satírico, mas brincalhão, é o tom de Artur de Azevedo. Também Henrique Maximiano Coelho Neto pratica, em ''Quebranto'' ou ''O patinho feio'', uma comédia de costumes ágil e leve.
Mas as companhias nacionais são precárias, e os atores mais aclamados - Furtado Coelho, Lucinda Simões e Adelaide Amaral - ainda são portugueses.
Artur de Azevedo (1855-1908) nasce no Maranhão e muda-se para o Rio de Janeiro em 1873. Além de se dedicar ao teatro, trabalha também como jornalista. Cria, com ''As burletas'', ''O mambembe'' ou ''A capital federal'', a comédia musical brasileira. Escreve também paródias de dramas franceses. Sua importância não se restringe ao texto, atua também divulgando obras de outros autores. Pouco antes de morrer é nomeado diretor do Teatro da Exposição Nacional.
Simbolismo
Primeiros anos do século XX. De uma produção muito irregular, que se limita a copiar autores europeus, salvam-se ''Eva'', de João do Rio (pseudônimo de Paulo Barreto); ''O Canto sem palavras'', de Roberto Gomes; e ''A comédia do coração'', de Paulo Gonçalves. Mas o isolamento criado pela 1ª Guerra Mundial gera um embrião nacionalista que se manifesta, sob a forma de temática regional, em ''Flores de sombra'', de Cláudio de Sousa, e ''Onde canta o sabiá'', de Gastão Tojeiro.
Modernismo
Embora o teatro seja a arte menos atingida pela Semana de Arte Moderna de 1922, uma de suas conseqüências é a criação, por Álvaro Moreira, do Teatro de Brinquedo, que estréia com ''Adão, Eva e outros membros da família'' (1927). Escrita em linguagem coloquial, coloca em cena, pela primeira vez, como protagonistas, dois marginais: um mendigo e um ladrão. Esse exemplo será seguido por Joracy Camargo em ''Deus lhe pague'', primeira peça brasileira a obter sucesso no exterior.
Companhias Nacionais
Leopoldo Fróes cria a primeira companhia inteiramente nacional depois de voltar de Portugal, em 1908, e procura fixar uma dicção teatral brasileira, livre dos maneirismos herdados de atores portugueses. Para seu grupo contribuem Viriato Correa (Sol do sertão), Oduvaldo Vianna (A casa do tio Pedro) e Armando Gonzaga (Cala a boca, Etelvina!).
Nas décadas de 30 e 40 Jaime Costa, Procópio Ferreira , Abigail Maia e Dulcina de Moraes fundam suas próprias companhias, ativas até o fim dos anos 50.
A húngara Eva Todor, naturalizada brasileira, e seu marido, Luís Iglésias ''Chuvas de verão'', além de apresentar comédias leves, revelam textos de Bernard Shaw, Ferenc Molnár e Henryk Ibsen.
Modernização do Teatro
Geração TBC - Teatro Brasileiro de Comédia
Em 1948 o industrial italiano Franco Zampari funda, em São Paulo, o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), marco na história do teatro brasileiro. A posição de preponderância que ocupa deve-se à incorporação de novos talentos: Nídia Lícia, Paulo Autran, Cacilda Becker , Sérgio Cardoso, e à importação dos diretores italianos Luciano Salce e Adolfo Celli, que ajudam a formar os brasileiros Flávio Rangel e Antunes Filho. Com o sucesso em São Paulo, o TBC abre uma filial no Rio.
As companhias de Eva Todor, Maria Della Costa, Dulcina e Odilon, Procópio e Bibi Ferreira são contratadas para excursionar em Portugal e suas colônias. Os problemas criados por uma estrutura grande e onerosa, a morte de Franco Zampari e cisões entre os membros do elenco fazem com que, ao longo da década de 50, o TBC se desmembre nos grupos de: Tônia Carreiro, Paulo Autran e Margarida Rey, dirigido por Adolfo Celli; de Cacilda, o marido Walmor Chagas e a irmã Cleyde Yáconis, dirigido por Ziembinski; o Teatro dos Sete, de Fernanda Montenegro, Italo Rossi e Sérgio Brito; e o de Sérgio Cardoso e Nídia Lícia.
Contribuição Estrangeira
Na década de 40 alguns atores do Leste europeu refugiam-se no Brasil. Entre eles, estão o ucraniano Eugênio Kusnet, ator e professor que vai ter importância crucial na primeira fase do Teatro Oficina ao introduzir com todo o rigor o método Stanislavski; e o polonês Zbigniew Ziembinski , que, com o cenógrafo Gustavo Santa Rosa, funda Os Comediantes, com os quais monta Pirandello, Eugene O'Neill e Arthur Miller.
O trabalho de Ziembinski em ''Vestido de noiva'', de Nelson Rodrigues, encenada em 1943, transforma o papel do diretor de teatro no Brasil. Até então não se conhecia a figura do diretor como responsável pela linha estética do espetáculo, ele era apenas um ensaiador.
Revolução na Dramaturgia
O pioneiro da moderna dramaturgia brasileira é Nelson Rodrigues, que constrói uma obra coerente e original, expondo o inconsciente da classe média com seus ciúmes, loucuras, incestos e adultérios.
Nelson Rodrigues (1912-1980) nasce no Recife e ainda criança muda-se para o Rio de Janeiro. Filho de um jornalista, começa aos 13 anos a trabalhar como repórter no jornal do pai. Resolve escrever para teatro para aumentar sua renda. Sua primeira peça encenada é ''Mulher sem pecado'', em 1942. Mas o marco da moderna dramaturgia brasileira é ''Vestido de Noiva'' - texto fragmentário e ousado sobre as lembranças e delírios de uma mulher que agoniza durante uma cirurgia.
Escolas de Teatro
Em 1938, Pascoal Carlos Magno cria, no Rio de Janeiro, o Teatro do Estudante, primeiro grupo sério de teatro amador. Como ''Hamle''t, é lançado Sérgio Cardoso, que, mais tarde, será a primeira estrela do palco a tornar-se um popular ator de telenovelas.
Em 1948, Alfredo Mesquita funda em São Paulo a Escola de Arte Dramática (EAD).
Ainda em 1948, com ''O casaco encantado'', Lúcia Benedetti lança as bases do teatro infantil interpretado por adultos; sua seguidora mais importante é Maria Clara Machado ''Pluft, o fantasminha'', ''O rapto das cebolinhas'', que, na década de 50, cria o Tablado, importante centro de formação de atores ainda em atividade.
Serviço Nacional de Teatro
Fundado no fim dos anos 40, patrocina a criação de grupos experimentais e a montagem de novos textos brasileiros, como ''A raposa e as uvas'', de Guilherme de Figueiredo, aclamado no exterior.
Novos representantes do teatro de costumes são Pedro Bloch ''As mãos de Eurídice'' e o humorista Millôr Fernandes ''Do tamanho de um defunto''.
Preocupação com a Temática Social no Teatro
Na década de 50 os textos teatrais são marcados pela preocupação com as questões sociais. ''O Pagador de promessas'', de Dias Gomes - também autor de telenovelas -, se transforma num grande sucesso e é adaptada para o cinema em 1962 por Anselmo Duarte. O filme ganha a Palma de Ouro em Cannes.
Nelson Rodrigues, que firmara sua reputação com ''O anjo negro'', ''Álbum de família'' e ''A falecida'', desperta polêmica com ''Perdoa-me por me traíres'', ''Beijo no asfalto'', ''Bonitinha mas ordinária'', consideradas escandalosas.
Jorge Andrade retrata a decadência da aristocracia rural paulista em ''A moratória'' e a ascensão das classes novas em ''Os ossos do barão''.
Fora do eixo Rio-São Paulo, Ariano Suassuna, nas comédias folclóricas ''O auto da Compadecida'' e ''O santo e a porca'', cruza o modelo renascentista das peças de Gil Vicente com a temática folclórica nordestina.
Jorge Andrade (1922-1984) nasce em Barretos, interior de São Paulo. Começa a carreira de dramaturgo, incentivado pela atriz Cacilda Becker. Na década de 50 escreve peças dramáticas e nos anos 60 estréia as comédias ''A escada'' e ''Os osso do barão'', ambas transformadas em novelas de televisão. Para a TV escreve também as novelas ''O grito'' e ''As gaivotas''. Ao lado de Nelson Rodrigues, é o dono da obra teatral mais significativa do Brasil: nela se destacam denúncias do fanatismo e da intolerância, como ''Veredas da salvação'' ou o delicado testemunho autobiográfico de ''Rasto atrás''.
A Contestação no Teatro
A partir do final dos anos 50, a orientação do TBC, de dar prioridade a textos estrangeiros e importar encenadores europeus, é acusada de ser culturalmente colonizada por uma nova geração de atores e diretores que prefere textos nacionais e montagens simples. Cresce a preocupação social, e diversos grupos encaram o teatro como ferramenta política capaz de contribuir para mudanças na realidade brasileira.
O Teatro de Arena, que com seu palco circular aumenta a intimidade entre a platéia e os atores, encena novos dramaturgos - Augusto Boal ''Marido magro, mulher chata'', Gianfrancesco Guarnieri ''Eles não usam black-tie'', Oduvaldo Vianna Filho ''Chapetuba Futebol Clube'' - e faz musicais como ''Arena conta Zumbi'', que projeta Paulo José e Dina Sfat.
Trabalho semelhante é o de José Celso Martinez Correa no Grupo Oficina, também de São Paulo: além de montar ''Os pequenos burgueses'', de Gorki, ''Galileu, Galilei'', de Brecht, e ''Andorra'', de Max Frisch, redescobre ''O rei da vela'', escrito em 1934 por Oswald de Andrade, mas proibido pelo Estado Novo; e cria ''Roda viva'', do músico Chico Buarque de Holanda.
Chico havia feito a trilha sonora para ''Vida e morte severina'', auto nordestino de Natal, de João Cabral de Melo Neto, montado pelo Teatro da Universidade Católica de São Paulo (Tuca) e premiado no Festival Internacional de Teatro de Nancy, na França.
Os passos do Arena, de conotações nitidamente políticas, são seguidos pelo Grupo Opinião, do Rio de Janeiro. Seu maior sucesso é ''Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come'', de Oduvaldo Vianna Filho.
No final da década de 60, novo impulso à dramaturgia realista é dado por Plínio Marcos em ''Dois perdidos numa noite suja'' e ''Navalha na carne''. Outros autores importantes são Bráulio Pedroso ''O fardão'' e Lauro César Muniz ''O santo milagroso''.
Gianfrancesco Guarnieri nasce em Milão. Participa da criação do Teatro de Arena. ''Eles não usam black-tie'' - história de uma família de operários durante uma greve e suas diferentes posições políticas - é um marco do teatro de temática social. Junto com Augusto Boal monta ''Arena conta Zumbi'', onde são usadas técnicas do teatro brechtiano.
Entre suas peças destacam-se também ''Um grito parado no ar'' e ''Ponto de partida''. Trabalha como ator de cinema (Eles não usam black-tie, Gaijin) e de novelas.
Plínio Marcos nasce em Santos, filho de um bancário. Abandona cedo a escola. Trabalha em diversas profissões - é operário, camelô, jogador de futebol, ator. Em 1967 explode com ''Dois perdidos numa noite suja'' e ''Navalha na carne'', peças que retratam a vida dos marginais da sociedade. Sua temática realista e linguagem agressiva chocam parte do público e fazem com que suas peças sejam freqüentemente censuradas.
Após dez anos sem publicar, lança ''A dança final'' em 1994. Vive da venda direta de seus livros e da leitura de tarô.
Oduvaldo Vianna Filho (1936-1974) nasce em São Paulo. Filho do dramaturgo Oduvaldo Vianna, torna-se conhecido como Vianinha. É um dos fundadores do Teatro de Arena e do Grupo Opinião. Suas peças ''Chapetuba F.C.'', ''Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come'', ''Longa noite de cristal'', ''Papa Highirte'' e ''Rasga coração ''o transformam num dos mais importantes dramaturgos brasileiros. ''Rasga coração'', síntese do teatro brasileiro de seu tempo, fica censurada por cinco anos durante o regime militar e só é montada em 1979, após sua morte.
Censura
Na década de 70 a censura imposta pelo governo militar chega ao auge. Os autores são obrigados a encontrar uma linguagem que drible os censores e seja acessível ao espectador.
Nessa fase, surge toda uma geração de jovens dramaturgos cuja obra vai consolidar-se ao longo das décadas de 70 e 80:
· Antônio Bivar (Cordélia Brasil),
· Carlos Queiroz Telles (Frei Caneca),
· Consuelo de Castro (Caminho de volta),
· Fauzi Arap (O amor do não),
· Flávio Márcio (Réveillon),
· Isabel Câmara (As moças),
· João Ribeiro Chaves Neto (Patética),
· José Vicente (O assalto),
· Leilah Assunção (Fala baixo senão eu grito),
· Maria Adelaide Amaral (De braços abertos),
· Mário Prata (Bésame mucho),
· Naum Alves de Souza (No Natal a gente vem te buscar).
· Roberto Athayde (Apareceu a margarida),
Marcam época também as montagens feitas, em São Paulo, pelo argentino Victor García: ''Cemitério de automóveis'', de Fernando Arrabal, e ''O balcão'', de Jean Genet - nesta última, ele chega a demolir internamente o Teatro Ruth Escobar para construir o cenário, uma imensa espiral metálica ao longo da qual se sentam os espectadores.
Novas Propostas
A partir do final da década de 70, aparecem grupos de criação coletiva, irreverentemente inovadores.
''Trate-me leão'', do Asdrúbal Trouxe o Trombone, aborda o inconformismo e a falta de perspectivas da adolescência e revela a atriz Regina Casé.
''Salada paulista'', do Pod Minoga também calca seu humor nos problemas do cotidiano.
Já ''Na carreira do divino'', de Alberto Soffredini, baseia-se numa pesquisa do grupo Pessoal do Vítor sobre a desestruturação do mundo caipira.
Antunes Filho é aplaudido por sua adaptação de ''Macunaíma'', de Mário de Andrade, e Nelson Rodrigues, ''O eterno retorno''.
Luiz Alberto de Abreu ''Bella ciao'', Flávio de Souza ''Fica comigo esta noite'' e Alcides Nogueira ''Lua de Cetim'' e ''Opera Joyce'' destacam-se entre os autores.
O Ornitorrinco, de Cacá Rosset e Luís Roberto Galizia, inaugura, com ''Os párias'', de Strindberg, e um recital das canções de Kurt Weil e Brecht, uma fórmula underground original.
Os espetáculos posteriores de Rosset, o ''Ubu'', de Alfred Jarry, o polêmico ''Teledeum'', do catalão Albert Boadella, ''Sonhos de uma noite de verão'' e ''Comédia dos erros'', de Shakespeare, são comercialmente bem-sucedidos.
Antunes Filho começa a trabalhar com teatro dirigindo um grupo de estudantes. Na década de 50 trabalha como assistente de direção no TBC. No final dos anos 70 rompe com o teatro mais comercial em sua montagem de Macunaíma, de Mário de Andrade, um dos marcos do teatro brasileiro. Com Nelson Rodrigues, o eterno retorno, montagem que engloba as peças Toda nudez será castigada, Os sete gatinhos, Beijo no asfalto e Álbum de família, traz à tona a discussão sobre a obra de Nelson Rodrigues. No Centro de Pesquisas Teatrais, pesquisa um modo brasileiro de fazer teatro.
Tendências atuais Marcada pela pluralidade de concepção teatral.
O trabalho dos diretores torna-se mais conhecido do que o dos autores.
Novos Autores
Em São Paulo destacam-se:
· Marcos Caruso e Jandira Martini fazem sucesso com Porca Miséria.
· Noemi Marinho (Fulaninha e Dona Coisa, Almanaque Brasil).
· Otávio Frias Filho (Típico romântico, Rancor),
No Rio de Janeiro surge o besteirol, que começa com humor e irreverência e avança para um texto mais crítico. Os mais conhecidos dramaturgos dessa linha são:
· Mauro Rasi (Batalha de arroz num ringue para dois, Viagem a Forlí).
· Miguel Falabella (A partilha, Como encher um biquíni selvagem, No coração do Brasil) e
Novos Diretores
Controvérsia cerca as montagens de Gerald Thomas : Carmen com filtro, Electra e a trilogia de adaptações de Kafka. Entre os cariocas destacam-se Moacyr Góes, com A escola de bufões, e Enrique Díaz, que, aos 22 anos, surpreende com A Bao a Qu, baseado em Jorge Luís Borges. O paulista Ulysses Cruz, com o grupo Boi Voador, monta Velhos marinheiros e Típico romântico. Também desponta o talento do mineiro Gabriel Villela, que faz teatro de rua com o Grupo Galpão, de Belo Horizonte (Romeu e Julieta) e assina as montagens de A vida é sonho, de Calderón de la Barca, e A guerra santa, além de uma excelente A Falecida, de Nelson Rodrigues. Bia Lessa (Cartas portuguesas, Orlando) cria soluções cenográficas originais e faz uma leitura extremamente pessoal de textos clássicos. A cada dia, novos nomes brilham no cenário teatral brasileiro. Os nomes que apresentamos aqui são apenas alguns entre os muitos outros que atuam por este imenso Brasil.
Paraná
A história do teatro paranaense tem início na vila de Paranaguá, no início do século XIX. Por ser uma cidade portuária, Paranaguá estava em contato direto não apenas com o desenvolvimento das atividades comerciais, mas com a troca de informações com as mais diferentes regiões do Brasil e de outros países. É deste contexto que o meio social da época se alimentava e do qual as ações culturais iriam nascer na cidade.
As primeiras apresentações teatrais em Paranaguá aconteciam ao ar livre. Peças do repertório de Molière e, mais tarde, do poeta cômico Antônio José da Silva¹, constam nos registros da história cultural da cidade.
Em 1808, o historiador Antonio Vieira dos Santos relatou as grandes solenidades cívicas programadas para a chegada de D. João VI ao Brasil. Em uma portaria do General da Capitania, Antonio José da França e Horta, dirigida à Câmara, manda publicar editais para que haja nove dias de luminárias para a chegada de "Sua Alteza Real ao Brasil, e sua Augusta Família", além de programar diversas atividades artísticas para a recepção Real:
1808 - 550 - Vereança de 28 de Abril: A Câmara publicou novo Edital, fazendo saber que, o General determinava, houvesse nove dias de luminárias, Missa cantada, Senhor exposto, Sermão e Te Deum com assistimento de toda a nobreza, cujas luminárias começariam no dia 5 de junho até o dia 14, e, igualmente todos os festejos de óperas, toques e danças para o engrandecimento das mesmas festas reais. .
Há registros de que no dia 13 de junho de 1808 foi apresentada na rua a comédia Ézio em Roma , que não pôde ser concluída porque choveu. No dia 18 de junho foram apresentadas pela Câmara e pelos Oficiais do Regimento de Milícias, a comédia Zenóbia , entremeses e pantomimas. No dia 19, foi apresentada a comédia Porfiar Errando e pantomimas dos Alfaiates e dos Ladrões.
Em 1829, Paranaguá contava com uma via pública denominada Beco do Teatro, mas não há registros sobre a existência de alguma edificação para este fim.
O primeiro teatro de Paranaguá de que se tem registro, foi construído em uma casa que a sociedade organizada comprou fiado de José Ricardo. A obra foi iniciada em 1839 e dirigida por Francisco Soares Vianna. Seus diretores e fundadores foram os Comendadores Manoel Francisco Correia Júnior, Manoel Antônio Guimarães, o Tenente Coronel Manoel Francisco Correia, o Capitão Mor Manoel Antônio Pereira e o Sargento Mor João Antônio dos Santos.
O Teatro Paranagüense ficava em terreno escavado, inferior ao nível da rua, possuía duas séries de camarotes e platéia ampla. A primeira apresentação do Teatro Paranagüense ocorreu em 1840, na Festa da Páscoa. E em 1841, foi realizado no teatro um espetáculo de gala em honra à coroação de D. Pedro II.
O Teatro Paranagüense foi palco de récitas e peças teatrais encenadas por companhias dramáticas, cômicas e burlescas vindas dos mais famosos palcos da Europa e do Rio de Janeiro. Entre 1840 a 1860 viveu seu período artístico mais intenso.
Em 1861 é criada a Filodramática Paranagüense, levando ao palco do Teatro Paranagüense o drama Pedro , em 2 de dezembro do mesmo ano.
Em 1865 o Brasil se encontrava em guerra com a República do Paraguai e o país era absorvido pelo ímpeto de combater Francisco Solano Lopes. Em Paranaguá, os espetáculos, além de raríssimos, não apresentavam o fulgor dos anos anteriores.
Passado o lento período da guerra que se estendeu de 1865 a 1870, as atividades dramáticas voltam a ocupar o Teatro Paranagüense, com a montagem de Os Dois Serralheiros , Remorso Vivo e Mineiros da Desgraça , entre outras peças.
Em 1872, a Província do Paraná havia sido desmembrada de São Paulo há apenas 19 anos, e o Brasil havia se tornado uma nação independente há apenas 50 anos. Paranaguá - que pelos serviços prestados à Coroa, havia sido elevada à categoria de cidade em 1842 -, era então um centro em grande atividade. Contava 224 anos e por dois séculos havia sido instruída pelos mestres de Lisboa, cultivando uma sociedade de tradição e elevada cultura. Foi o berço dos primeiros intelectuais, músicos, pintores e poetas do Paraná. É neste ano de 1872 e nesta atmosfera, que o Clube Literário é fundado em 9 de agosto. Teve entre seus nomes, o do poeta e historiador Aníbal Ribeiro Filho, o médico e artista Leocádio José Correia e o prosador e poeta Eurípedes Branco.
O Clube Literário constituiu um importante patrimônio histórico e cultural da cidade de Paranaguá, editando jornais, instituindo cursos, promovendo debates de teses, apresentações teatrais e festas artísticas. Possuía uma biblioteca com mais de 1.000 obras, em sua maioria, doadas por seus sócios.
Em 1884 é inaugurado o Teatro Santa Celina com a peça José no Egito . Com a sua construção, o Teatro Paranagüense que já não mais oferecia segurança pelos seus alicerces e vigamento apodrecido é relegado.
No mesmo ano é inaugurado o Theatro São Theodoro , em Curitiba, iniciando um período profícuo para a história da cultura da capital da Província.
Em 1887, quando em ruínas, o Teatro Paranagüense é abandonado definitivamente.
Londrina
José Antonio Teodoro, diretor de teatro
Sem dúvida, um dos nomes fundamentais da história do teatro londrinense é o do diretor do grupo Delta, José Antonio Teodoro (foto), falecido prematuramente em 1987 com apenas 34 anos de idade. Com uma carreira em ascensão e já despontando como um dos principais diretores jovens do país, Teodoro recebeu indicação para o prêmio Mambembe e arrebatou, no mesmo ano de 1987, o prêmio de Diretor Revelação concedido pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), por sua encenação de “Toda Nudez Será Castigada” de Nelson Rodrigues.
A antológica montagem de “Toda Nudez” foi um acontecimento sem precedentes para o teatro da cidade. Foram mais de 100 apresentações incluindo temporadas em Londrina, São Paulo, Rio de Janeiro, além de representar o Brasil no Festival Latino de Nova York em agosto de 1986, e realizar excursões por México, Porto Rico, Portugal e Espanha. No Festival Latino de Nova York, o Delta teve casa cheia em todas as apresentações, sendo assistido por um público total de 2.500 pessoas. No final de uma das apresentações o Delta recebeu nos camarins o produtor Joseph Papp que, emocionado, queria cumprimentar o diretor e os atores. Papp foi o produtor de musicais clássicos da Broadway como “Hair” e “Chorus Line”, e naquele ano estava produzindo a peça “Cuba” protagonizada por Robert de Niro.
Sobre a experiência da temporada americana declarou José Antonio Teodoro à Folha de Londrina: “Sinto que a grande lição que esta excursão trouxe para todos nós reside no fato de fazermos teatro com poucos recursos econômicos, suprindo as dificuldades financeiras com criatividade. As cenas simples eram aplaudidas em plena peça.” E, de fato, a “Toda Nudez” do Delta obteve sucesso de público e crítica, com matérias elogiosas no The New York Post e Daily Mirror. A tônica era a surpresa da existência de um dramaturgo brasileiro tão perturbador e, principalmente, a qualidade artística do grupo Delta.
Meticuloso
Essa qualidade artística do espetáculo de Teodoro devia-se a seu cuidado com cada detalhe da montagem, e em boa parte, ao olhar cinematográfico do diretor que, a propósito de sua montagem de Nelson Rodrigues, comentava sobre as novas tendências do teatro praticado no final dos anos 80: “O teatro, após ter passado vinte anos discursando, entrou numa era de movimento. Há toda uma geração de diretores com formação cinematográfica, o que leva as montagens a uma maior agilidade.”
Estilo de trabalho
O ator Adriano Garib que fez o papel de Patrício em “Toda Nudez”, recorda-se do estilo do diretor: “A nós o Teodoro mostrou que é possível criar com alegria e liberdade. Seu humor, sua ironia elegante, seu acurado senso estético, seus conhecimentos de história, além de seu tesão de viver, faziam dele um artista apaixonado e pleno de entusiasmo – não só pelas artes cênicas, mas por toda a arte! Lembro-me bem que quando optava por um tema ou por uma personagem ou história, ou até por um sentimento qualquer que o intrigasse, fazia-o de forma quase inteiramente intuitiva, partindo para o trabalho sem tantos preceitos estabelecidos a priori. Gostava de "descobrir" a forma das coisas duramente nos nossos ensaios, liderando aquilo tudo com generosidade e interesse. Claro que ele tinha também os seus “coringas na manga”, como quase todo diretor que se preze. E sempre que, após algum suspense, revelava a nós os tais coringas, ficávamos encantados com a síntese, a originalidade e o poder artístico de suas idéias.”, lembra Garib.
Montagem memorável
Com “Toda Nudez Será Castigada”, Teodoro e o Grupo Delta receberam 3 prêmios no Festival de Franca-SP (1984); 7 prêmios no Festival de São José do Rio Preto (1985); 11 prêmios no Festival de São José dos Campos (1985); e 4 prêmios no Festival de Ponta Grossa (1985). Mais do que isso, o grupo Delta e José Antonio Teodoro foram responsáveis por colocar Londrina no eixo da história do teatro brasileiro. Tanto é que a mais recente edição das obras completas de Nelson Rodrigues, de 2004, publicada pela Editora Nova Fronteira (RJ), traz referência à montagem londrinense de “Toda Nudez”, considerando-a uma das mais importantes já feitas no país, e ainda inclui um texto de autoria do próprio Teodoro.
Estréia com o pé direito
José Antonio Teodoro começou a dirigir teatro despretensiosamente em 1978, com a montagem de “Os Filhos de Kennedy” de Robert Patrick. O grupo Delta então surgia com a simples intenção de preencher um vazio na Semana Cultural organizada em Londrina, pois nos últimos anos da década de 70, a cena teatral de Londrina estava praticamente adormecida, e mesmo a diretora Nitis Jacon ainda se encontrava em Arapongas, sua cidade natal, dirigindo o grupo Gruta. Com essa sua primeira montagem de “Os Filhos de Kennedy”, José Antonio Teodoro já começou com o pé direito, e o grupo Delta arrebatou o prêmio de Melhor Espetáculo no 5º FESTIN, Festival de Teatro de Toledo. O prêmio em Toledo era sinal de que a brincadeira tinha ficado séria e que o diretor estava no caminho certo. Teodoro não parou mais. Ele havia encontrado com sua grande vocação. Como ele disse uma vez em entrevista à Folha de Londrina: “Eu faço teatro mais em cima da emoção, do prazer.” E sintetizava sua forma de pensar: “o palco é uma tela de luz”; e o teatro perfeito, deveria obedecer a uma “pirâmide cênica” que combinasse visual, som e gesto.
Influências
Afora ser fã de Fellini e Woody Allen, a grande influência admitida por José Antonio Teodoro era a do diretor paulistano Antunes Filho, com seu teatro despojado e calcado no desempenho dos atores. Mas depois de “Os Filhos de Kennedy” (1978), viriam mais peças como: “O Interrogatório”, de Peter Weiss (1979); “O Milagre de Anne Sullivan”, de William Gibson (1980); “Papa Highirte”, de Oduvaldo Vianna Filho (1981); “O Santo Inquérito”, de Dias Gomes (1982); “A Residência”, de Maria Adelaide Amaral (1983); “Gota D água”, de Paulo Pontes e Chico Buarque (1984); “Hello Boy”, de Roberto Gil Camargo (1984), e “Toda Nudez Será Castigada”, de Nelson Rodrigues (1984).
Legado
Teodoro foi um artista e um grande mentor intelectual. Quem teve o privilégio de assistir suas aulas de história sabe disso. Sempre elegante e educadíssimo, era possível perceber que se estava diante de uma pessoa especial, sensível e com muita emoção dentro de si. Mas foi na vida cultural de Londrina, no teatro, que sua generosidade artística deixou sementes. Pelas mãos de Teodoro passaram muitos atores e atrizes importantes para a cidade, como Donizetti Buganza, Ceres Vittori, Luis Cláudio Castello Branco, Adriano Garib, Wagner Donadio, Henrique Bonametti, Léa Albuquerque, Carmem Benedetti, Eulália Carvalho, Paulo de Moraes, Edna Aguiar, Gustav Lang, Regina Oliveira, André Lima, entre muitos outros.
José Antonio Teodoro faleceu em 4 de agosto de 1987, no começo de uma carreira teatral que prometia ser marcante. O vazio que seu desaparecimento deixou na vida cultural foi fortemente sentido pela comunidade. Porém, Teodoro não partiu sem antes ter conquistado para Londrina um lugar no teatro brasileiro, e formado vários artistas que, nos anos seguintes, povoariam os palcos da cidade e do país.
Mário Bortolotto
É um ator, diretor e dramaturgo brasileiro.
Nasceu em 1962, em Londrina - PR. Estudou em seminário e na adolescência iniciou sua carreira artística no teatro e na literatura. Participou de inúmeros festivais de teatro pelo Brasil, sempre com o Grupo Cemitério de Automóveis, do qual é fundador (em 2007 o grupo completou 25 anos de existência). Em 2000 ganhou o Prêmio APCA pelo conjunto da obra e o Prêmio Shell de melhor autor por sua peça Nossa vida não vale um Chevrolet. Desde 1996 mora e trabalha em São Paulo, capital.
Com um estilo calcado em histórias em quadrinhos, cinema, blues, rock e o universo beatnik, o escritor cria espetáculos com estilo próprio. Além de atuar, escrever e dirigir seus espetáculos, participa como vocalista e compositor das bandas Saco de Ratos Blues e Tempo Instável. Gravou o cd de blues Cachorros gostam de Bourbon com composições suas.
Quase todas as peças escritas por Mário Bortolotto já foram publicadas, por editoras pequenas, num total de quatro livros. Também publicou um livro de poesia, Para os inocentes que ficaram em casa, além dos romances Mamãe Não Voltou do Supermercado e Bagana na Chuva. Em 2006, lançou o livro Atire no Dramaturgo, uma coletânea de textos publicados em seu blog Atire no Dramaturgo, no qual escreve diariamente desde 2004.
Espetáculos:
1. A Frente Fria que Traz a Chuva
2. A Louca Balada de Lou Reed
3. A Meia Noite um Solo de Sax na Minha Cabeça
4. Brasilians Boys
5. Brutal
6. Cocooning
7. Deve Ser do Caralho o Carnaval em Bonifácio
8. Feliz Natal Charles Bukowski
9. Felizes para Sempre
10. Fica Frio
11. Fuck You Baby
12. Getsêmani
13. Gravidade Zero
14. Leila Baby
15. Medusa de Ray Ban
16. Nossa Vida Não Vale um Chevrolet
17. O Cara que Dançou Comigo
18. O Natimorto
19. O que Restou do Sagrado
20. Para Alguns a Noite É Azul
21. Postcards de Atacama
22. Será que a Gente Influencia o Caetano
23. Singapura Slings
24. Tempo de Trégua
25. Transas Mil
26. Uma Fábula Podre
27. Vamos Sair da Chuva quando a Bomba Cair
Armazém Companhia de Teatro
A companhia, fundada em Londrina, em 1987, passa gradativamente a se ocupar da construção de uma dramaturgia própria, criada no diálogo entre o corpo e a palavra, com ênfase na vitalidade corporal e marcada por elementos acrobáticos, como no espetáculo Alice Através do Espelho de 1998.
Estréia, em Londrina, com Aniversário de Vida, Aniversário de Morte, adaptação da peça Nossa Cidade, de Thornton Wilder, em 1987. Seguem-se Périplo - o Ideograma da Obsessão, de Paulo de Moraes, a partir da vida e obra de Oswald de Andrade, em 1988, A Construção do Olhar, baseada em fragmentos da obra de William Shakespeare, em 1990, e, no ano seguinte, Alabastro, adaptação de Paulo de Moraes para a peça Salomé, de Oscar Wilde.
Com A Ratoeira é o Gato, inspirada em textos de Michel de Ghelderode e Heiner Müller, em 1993, o grupo começa a desenvolver uma linguagem particular, apoiando-se em técnicas corporais. Por meio da exploração de diversos registros de voz e da teatralidade do corpo, a companhia almeja desenvolver um processo de preparação do ator, no qual ele seja capaz de montar, desmontar e desmascarar sua personagem em cena, ou, como define o diretor: "Fazer do ator um instrumento belo, eficiente e disponível para as experiências mais variadas e audaciosas (...), capaz de fazer aparecer todas as formas de teatralidade".1
Depois da estréia de a Ratoeira é o Gato em Londrina, a companhia leva o espetáculo para o Rio de Janeiro, iniciando uma sucessão de montagens na cidade. Em 1994, encena A Tempestade, de William Shakespeare e, no ano seguinte, monta Édipo, de Sófocles. Com essa montagem inicia-se a parceria de Paulo de Moraes e Maurício Arruda Mendonça, para adaptação de textos e construção, em ensaios, da dramaturgia. A técnica criada para o ator volta a ser objeto da atenção do grupo nos espetáculos seguintes: Sob Sol em Meu Leito Após a Água, escrita a partir do épico indiano O Mahabharata, em 1997 e Esperando Godot, de Samuel Beckett, em 1998. A apresentação consecutiva em Londrina e Rio de Janeiro (1998 e 1999), do espetáculo Alice Através do Espelho, de Maurício Arruda Mendonça, baseado na obra de Lewis Carroll, alcança grande sucesso de público e crítica e faz com que a companhia se fixe definitivamente na capital fluminense.
Em 2000, o grupo apresenta Armazém em Estoque, uma revisão de seu repertório e, no ano seguinte, estréia Da Arte de Subir em Telhados, de Paulo de Moraes e Maurício Arruda Mendonça. A Armazém Companhia de Teatro desenvolve um amplo trabalho de improvisação baseado em temas, roteiros, indicações técnicas ou estilísticas utilizadas como pontos de referência pelos atores. Os métodos para essa improvisação, além de se apoiarem na memória e na espontaneidade individuais, envolve a leitura de textos teóricos e literários, de onde seus integrantes retiram o estímulo para a reflexão e a sugestão de imagens que fundamentem a criação. O texto nasce junto com o espetáculo, nas palavras e cenas que o grupo experimenta.
A dramaturgia de Maurício Arruda Mendonça e Paulo de Moraes vem para consolidar a linguagem poética e visceral do grupo. Numa época em que, cada vez menos, temos a oportunidade de conhecer novos textos, a Cia nos brinda com uma legítima obra de arte dramatúrgica.
O trabalho dos atores mais uma vez é fruto do processo da pesquisa de Companhia. A dramaturgia acomoda personagens muito carismáticos e por isso, os atores não usam interpretações vazias - é nítida a solidez de cada personagem. Somente um trabalho em longo prazo, como é o caso do grupo, pode resultar na profundidade de tais construções.
Marcelo Guerra dá vida, com sutil ironia, a um carteiro sem estereotipo. Simone Vianna, como Branca, nos traz um belíssimo e poético trabalho de construção corporal, sempre com a sutileza que lhe é peculiar. Ricardo Martins interpreta um Eleazar muito humano nos deixando a sensação de que poderíamos cruzar com ele na próxima estação. Verônica Rocha, muito bem escalada para o papel, desempenha com êxito e confirma seu mérito dentro do grupo mostrando todo o potencial de uma jovem e promissora atriz. Tales Coutinho nos oferece um trabalho consistente e com muita força cênica. A presença do mágico ator como Rocco é marcante e um dos pontos altos do espetáculo: é vibrante ver a sua interpretação na cena da descida dos trilhos. Simone Mazzer parece se encaixar com perfeição a persona de Luíza. Com delicadeza e ao mesmo tempo muita energia, a atriz nos proporciona momentos de beleza e emoção. Patrícia Selonk confirma sua maturidade cênica numa construção muito segura de sua Cecília e nos leva a esquecer que estamos num teatro , tamanha simplicidade na interpretação. A atriz, brilhante, prova que o menos é muito mais.
A Iluminação de Maneco é lindíssima, muito criativa e como sempre, super a serviço da concepção. Os figurinos de Rita Murtinho estão em sinergia com a construção das personagens e em sintonia perfeita com as cores do espetáculo, fazendo surgir uma unidade visual.
A Trilha sonora de Ricco Viana, com a escolha de canções como Creep de Radiohead, corrobora com a estética “Rock n’ roll-contemporânea” resultando na energia pulsante, já conhecida do grupo. A cenografia de Carla Berri e Paulo de Moraes é muito impactante e nos surpreende com a qualidade do aproveitamento espacial. Somente um olhar tão bem apurado poderia perceber que a arquitetura do espaço é a própria Estação de Trem. Sendo muito aproveitados o pé direito, as vigas e o corte longitudinal com um imenso trilho de trem muito bem explorado por vários elementos cênicos do espetáculo (Corpo, luz, direção e etc).
Numa junção harmônica de todos esses elementos, Paulo de Moraes, nos presenteia com o retorno à essência da Armazém Cia de Teatro. O diretor dá continuidade a sua pesquisa de investigação do espaço, levada às últimas conseqüências e desafiando a lei da gravidade.O espectador é transportado para dentro do universo de uma menina como num conto de fadas contado por ela. Embarcamos na ilusão desse trem conduzido por Paulo e assim, como os personagens, nos sentimos realmente passageiros a espera do próximo trem numa estação chamada “Armazém”.
Segunda-feira, 15 de Junho de 2009
Domingo, 14 de Junho de 2009
Teatr Licedei - Rússia
· Semianyki
· 12 de junho de 2009 20h30
· Local: Teatro Ouro Verde
Atuação impecável... lembrou-me “Mischa” da olimpíada de 1982, em tempos de URSS e cortina de ferro.
Uma tragicomédia, mosaico que coloca no palco fragmentos da vida de uma família insana.
O Alcoolismo representa o ápice do desequilíbrio familiar.
Um espetáculo de bons clowns, O conflito fraterno é estimulado pela mãe grávida forecendo os conflitos do poder.
Diversos movimentos buscam a morte paterna e materna.
Caracterizado por: fúria criativa, humor corrosivo e loucura poética a encenação torna uso da palavra desnecessário como forma de comunicação.
O Espetáculo acredita que no desempenho dos palhaços e os valoriza fazendo uma mescla de tradicional e contemporâneo.
Slava Polunin, que possui grande reconhecimento mundial, cria o Teatro “Mímico” que já possui grande experiência, criou muitas performances para o “Cirque Du Soleil’. Pioneiro na Rússia em clowns e marionetes.
A ameaça paterna (resultante do alcoolismo) de abandonar a família com a mãe grávida de mais um filho. Demonstra uma família enlouquecida, um combate profundo e intenso do poder de um pai dependente ameaçando matar seus pais sem causa aparente.
Ironicamente o final é poético e feliz, valorizando um mundo em desestruturação, pressionado entre o parto e a volta ao lar do pai pródigo: A Família releva a confusão plena e a vida se mantém!
Insanidade sublime, violência criativa, corrosão de expressões fisionômicas, tornam a
palavra desnecessária, mas mantendo a “eloqüência” como forma de comunicação.
A encenação valoriza a atuação dos palhaços, valorizando os artistas misturando o antigo e o moderno, aprofundando-se na sensibilidade russa.
Técnicamente perfeito e emocionante.
Direção firme de Boris Petrushansky
Atuação magistral de: Olga Eliseeva, Alexandr Gusarov, Kasyan Ryvkin, Marina Makhaeva, Elena Sadkova, Yulia Sergeeva.
Amanha devo ver:
Matteo Belli - Itália
· Inferno Di Dante
· 14 de junho de 2009 21 horas
· Local: Teatro Vila Rica Rua
Sexta-feira, 12 de Junho de 2009
· Fronteiras
· 12 de junho de 2009 21 horas
· Local: Teatro Vila Rica
Mudei minha programação (em função da virose) e para poder ver um segundo texto do dramaturgo argentino Santiago Serrano.
Teatro Vila Rica, não o conhecia como cinema, como cursinho... Verei como se sai como teatro...
TRISTEZA
A sala de cinema que aparentemente já foi majestosa tornou-se pouco mais do que uma ruína. Não resisti há algumas fotos ao inicio do ensaio do “Fronteiras” no Flickr.
Novamente... PML e Corpo de bombeiros avaliem as instalações elétricas... originalmente serviam a um cinema e não a teatro. Comentário do operador de luz: “Vou trabalhar a “meio pau”... senão não agüenta”. Na saída havia uma lâmpada soltando faíscas.
FRONTEIRAS
Novamente uma estréia... E por isso a sonoplastia ainda necessitando ser afinada.
O fio condutor passa por: desesperança. desespero, frustração, humilhação... deficiência de serotoninas.
Serrano propõe reflexões sobre os limites existentes nas relações pessoais, chegando próximo da solidão coletiva e a impossibilidade do convívio humano.
A narrativa é apoiada por uma carpintaria cênica embasada em diálogos rápidos e silêncios longos: pontuais que vão a um crescente que chega a indiferença.
Não obstante a profundidade reflexiva é um trabalho leve, imagino que pelas sugestões de Guilherme Reis na construção de caminhos. Nessas propostas de caminhos (contaminadamente) senti uma tênue presença de Eldorado.
Cenografia simplíssima quase despretensiosa, porem magistralmente executada e que possui presença fundamental sendo uma “mega escada” para os (bons) atores Chico Sant’Anna (Tonito) e Sérgio Fidalgo (Pascual).
O embate entre os personagens é complexo e até cruel, as metáforas sofisticadíssimas e de difícil compreensão... O texto nos propõe inúmeras “leituras” simultâneas.
O cinismo do inicio acaba por tornar-se pueril, vem escatologicamente, que eu senti como uma regressão ao útero... cumpriu seu papel e uniu heroicamente Tonito e Pascual.
A exploração do universo feminino possui claramente o “olhar” do “macho alfa” em uma postura de profunda ancestralidade, mas mesmo assim é quando o texto demonstra sua maior força.
Há um aroma de Cervantes em alguns momentos, mas é tênue e até agradável.
Senti-me só!!!
No domingo vejo:
Teatr Licedei - Rússia
· Semianyki
· 14 de junho de 2009 20h30
· Teatro Ouro Verde
Beijos
JC
· Pépé e Stella
· 10 de junho de 2009 19 horas
· Local: Teatro Zaqueu de Melo
Cia. Tato Criação Cênica - Curitiba-PR
· Tropeço
· 11 de junho de 2009 19 horas
· Local: Teatro Zaqueu de Melo Avenida
Lembra daquela virose... pois é... dois dias sem FILO.
Hoje tentarei ver:
Teatr Licedei - Rússia
· Semianyki
· 12 de junho de 2009 20h30
· Local: Teatro Ouro Verde
bjs
JC
Terça-feira, 9 de Junho de 2009
Inveja dos Anjos
9 de junho de 2009 20h30
Local: Teatro Ouro Verde
Ao início, uma pequena catarse - não leia o primeiro parágrafo.
O espetáculo de hoje poderia ter o subtítulo: “Sinfonia de tosses e gargalhadas diante das pequenas tragédias humanas”; a “armazém” não possui qualquer responsabilidade por isso.
Vamos lá:
Paulo de Moraes diz:
“Inveja dos Anjos convida o espectador a sentar em “um dos vagões do trem e, pelas pequenas janelas acompanhar um pedaço do filme da vida – que passa ligeira a sua frente”.
O trem foi o principal personagem, não tenho certeza de quantas vezes ele passou... a primeira foi muito marcante; mas todo o tempo eu ficava esperando seu retorno
Pessoas simples vivendo a eterna dualidade dos sentimentos e ações: amor/ódio, encontros/desencontros, alegrias/frustrações...
As chegadas e partidas do trem determinam o binômio tempo/espaço e trazem um mínimo de luz, mesmo que de relance.
O sentir dos personagens está muito mais apegado ao passado do que com quaisquer perspectivas de futuro... personas vão desaparecendo até sobrar uma única para contar a história.
Moraes construiu um mosaico que propicia a passagem de praticamente todos os sentimentos. Uma única fala (quase todas bem ditas) traz um transbordamento de emoções.
Os aplausos (sempre) em pé... foram merecidos.
Havia me predisposto a evitar comentário técnico... não conseguirei, perdão!
As marcações (da direção) e vocalizações (do elenco) não respeitaram o posicionamento da captação de áudio. Imagino que via três MP66 (ou similares). Em alguns momentos a sensação era que o texto não vinha do ator e que era pré-gravado. Em outros quase inaudível. Certamente pouco tempo para montar e testar a produção. Normal em primeira apresentação em um Festival. Certamente amanhã o som estará perfeito.
Amanha vejo:
Gioco Vita - Teatro Stabile di Innovazione - Itália
Pépé e Stella
19 horas
Teatro Zaqueu de Melo
Beijos
JC
Dias Raros
8 de junho de 2009 19 horas
Sala de Espetáculos do SESC
Outra ARENA mais desafiadora do que em “Rainhas”... um espaço menor, em nível, sem limites marcados.
Um elenco com aparência juvenil... nervosíssimos antes do espetáculo em êxtase após.
Contato muito direto com a platéia, ao nível do toque físico... interatividade concreta.
Luz fixa, sem trilhas... só interpretação, em alguns momentos vacilantes, compreende-se.
Ousados sem dúvida... talvez ousadia da juventude, ainda possuem coragem para se “jogar sem rede”.
REGRESSÃO, sinto ser a palavra que melhor define meu sentimento diante do espetáculo.
Volta à infância, relembrar sentimentos...
“Pense naquela pessoa que foi muito importante na tua infância e que não vê há anos. O que você diria?”
É a provocação do “Travessia”.
Hoje vejo:
Armazém Companhia de Teatro - Rio de Janeiro – RJ
Inveja dos Anjos
9 de junho de 2009 20h30
Teatro Ouro Verde
Bjs
JC
Segunda-feira, 8 de Junho de 2009
Domingo, 7 de Junho de 2009
· Rainha[(s)] - Duas Atrizes em Busca de um Coração
· 7 de junho de 2009 21h30
· Local: Teatro FILO Rua Cuiabá, 39
ESPETACULAR!!!
Talvez meu (sic) comentário devesse ficar na palavra aí acima.
Já se passaram 50 minutos do encerramento do “ESPETACULO” minha freqüência cardíaca está 109 bpm e PA 135/94 (sem preocupações doutores: Marcos Posso, Ramos, Rubens e Valezi), pura emoção.
ARENA... Não há quarta parede. Platéia torna-se ativa, mesmo que mecha poucos músculos.
O quase desrespeito a história transformou-se em homenagem... Nas mãos de uma grande equipe representada pelas atrizes Georgette Fadel e Isabel Teixeira (também em cena: Manoel Pessoa (piano) e dois contra-regras maravilhosos (principalmente uma menina, com quem conversei, mas não sei o nome – desculpas).
Iluminação e sonoplastia (bons)... Nesse caso secundários. Os solos de “Mary Stuart” e “Elizabeth I”, magistrais.
A arquitetura e engenharia cênica digna e perfeita.
A direção (fortíssima) torna-se imperceptível (desculpe-me Senhor Presidente “Lula” pela metalinguagem futebolística: o bom arbitro é o que não é notado)... Mas fica aqui me reconhecimento para a diretora Cibele Forjaz. (A metalinguagem ali atrás veio apenas em forma de homenagem ao ESPETÁCULO)
A adaptação do espaço uma “graça”... a área meio “Heavy”... but!!!
Georgette e Isabel (não creio tê-las visto antes) com timing de comédia, tragédia em Arena como poucos atores/atrizes possuem.
Dominam o espaço cênico se agigantam, chegam a ser quase sufocantes pelo tamanho em que se transformam.
“Elizabeth” tem um solo quase inacreditável... fica a sensação de que entram alguns (inteligentíssimos) “cacos”, mas é tudo tão surpreendente que... sei lá!!!
Meu agradecimento efusivo a organização do FILO, por nos ter proporcionado este ESPETÁCULO.
Em tempo: o ator Donizetti Buganza, pude cumprimentá-lo pela bela atuação na abertura do festival.
Amanhã:
Teatro Travessia - São Paulo-SP
· Dias Raros
· 8 de junho de 2009 19 horas
· Local: Sala de Espetáculos do SESC
Imagens só amanhã:
Beijos
JC
Eduardo Okamoto - Campinas - SP
· Eldorado
· 6 de junho de 2009 19 horas
· Local: Teatro Zaqueu de Melo
Fui ao teatro absolutamente desinformado. Nada sabia sobre o texto, a companhia, o ator... Enfim “às cegas”.
Fugindo da produção intestinal das amargosinhas, encontro uma turma "descoladissima", fashion, jovem, bem-humorada, aguardando a abertura do teatro... Senti-me mais jovem.
Subi as escadas do Zaqueu e havia um pânico instalado... Não entendi bem qual era o problema... Mas pareceu-me algo com a “elétrica”. Gente aquela instalação tem que ser totalmente refeita para não chorarmos depois. Alouuuuuu: PML, corpo de bombeiros.
Como tive acesso ao palco antes do espetáculo percebi uma “Luz” bem afinada, equipamento moderno, me soou a coisa boa.
Ao centro do palco algo que me parecia um trapo... E “fog” muito “fog”.
Atrasou (pouco)... Sem Molière... Uma locução (exaustivamente ensaiada ou rodada), mas corretinha...
Blackout... Dois fachos de luz ao centro do palco, semi- iluminando o “trapo”... Uma trilha longa, chata e angustiante... Mais de dois minutos – espaço no “memory stick” perdido.
Entra um ator... Tudo morno e chocho.
Uma canção... Afinadinha... E o ator (Eduardo Okamoto) começa a crescer... Crescer... Crescer. O Palco fica pequeno, o teatro fica pequeno, Londrina fica pequena.
Um pequeno monstro em cena.
Demoro a entender que o personagem era cego como eu estava.
Seu superego uma rebeca (bem afinada) quase tão eloqüente quanto o “ceguinho”
Novamente (como em “a noite dos palhaços mudos”) “light design” e operação perfeitos... Um terceiro personagem, sem dúvida.
As expressões corporais de Eduardo perfeitas (a queda da montanha digna do circo nacional da china). O sotaque caiçara ainda parece um pouco forçado. O ator rende mais cantando (sem sotaque)... Nada que comprometa sua brilhante atuação.
O caminho acabou mostrando-se circular... Pena! Porém retrata a realidade do povo brasileiro.
Ao final aplausos efusivos (em pé)... A generosidade Londrinense.
Também estava em pé... Não aplaudi (mas o faria) por estar com uma câmera rodando nas mãos.
Não me lembrarei de Eldorado por muito tempo, mas sensibilizou-me deixando-me reflexivo. Valeu.
Hoje vejo, “cliko” e gravo:
Georgette Fadel e Isabel Teixeira - São Paulo - SP
· Rainha[(s)] - Duas Atrizes em Busca de um Coração
· 7 de junho de 2009 21h30
· Local: Teatro FILO Rua Cuiabá, 39
Organização: 21h30 para domingo é tarde, principalmente para um senhor com mais de meio século de vida.
Beijos
JC
Sábado, 6 de Junho de 2009
Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Edição 41
Meu “animus” para redigir essas mal traçadas linhas era de “Chipanzé” (tinha motivos para isso), passado algum tempo meu lado Bonobo (sim ele existe) – in De Wall, Frans – Eu, primata – Companhia das Letras – R$ 42,00 com mastercard na Americanas.com, dominou-me o texto vai “light”, afinal hoje é dia de festa: começou o FILO!
Pré-produção
No FILO 40 cruzei com uma querubim, quando eu era um estagiário de produção multimídia em cultura e fotografo amador.
Esse ano a encontro promovida para ANJO e eu trainee e “clickador” desavergonhado:
JACKELINE SEGLIN
... assim mesmo em negrito e caixa alta.O
Menina você merece minhas reverencias
Coletiva para a imprensa
“Chiquetésima”... um quartel general no Crystal Palace hotel digno de Credicard Hall (para ficarmos em “terras brasilis”).
Atrás da quarta parede do palco italiano:
A Senhora Diretora da Casa de Cultura da UEL – Professora Janete El Haouli
O Senhor Diretor do Filo - Luiz Bertipaglia
O Senhor Secretário municipal de cultura - Coreógrafo Leonardo Ramos
O Senhor Vice-reitor da UEL – Professor César Caggiano Dos Santos
A frente da quarta parede:
Folha de londrina – jornalista e repórter fotográfico
Jornal de londrina – jornalista e repórter fotográfico
TV UEL = jornalista e cinegrafista
FlexTVBR – Eu (O cinegrafista pautado foi atingido por uma gripe animalesca moderna).
Síntese
Desistamos das “coletivas” façamos tudo individualmente, parece ser o que atende a Mídia.
Estréia
Combinei de apanhar nossas credenciais no teatro ouro verde as 20h00 o responsável pelo acesso bloqueou-me (corretamente) solicitando para que eu aguardasse “um pouquinho”, o que fiz quase pacientemente por 32 minutos.
Nesse tempo entre furadores de fila e “ortoridades” acessaram o teatro umas 50 pessoas... sem problemas, hoje é dia de festa: começou o FILO!
Na terceira pancada de “Molière” (em verdade uma campainha) meu anjo surge com as credenciais, estava me aguardando em outro acesso... VIP (com certeza - risos).
A terceira pancada marca o inicio da encenação... nesse caso marcou nada... algum tempo depois começaram os discursos.
Discursos:
Muitos... relativamente curtos... sem problemas ortográficos, afinal eram discursos (eu, chipanzé!)... mas a gramática, “tadinha” como sofreu. Futuro do pretérito e "gerundismo" é mais mortal que a “nova gripe”... Houve até: Países estrangeiros do exterior... enfim!!!
Ponto alto: Sua excelência o prefeito Homero Barbosa Neto, quando chamado (para fazer uso das palavras... e não da palavra) pipocaram algumas vaias e ele (Arguto e Astuto): “Se não houvessem vaias não seria o FILO”. Após seu “speech” é muito aplaudido. Marcou pontos. Valeu, excelência! Ou como costumo dizer: “Prefe”, inclusive para o próprio.
Opa... o Ator Donizetti Buganza funcionou hiper bem como “MC”, tive pena do contra-regra que levantava e baixava o pedestal do microfone... poderiam ter dado um “MIC” de mão (ou “headset”) para o ator e outro em pedestal para toda a turma... quem sabe no próximo ano (não sei o que custa mais: um segundo microfone ou um contra-regra).
Pano rápido:
Cinco minutos é “pano rápido”?
Lá vem o O La Mínima com “A Noite dos Palhaços Mudos”.
Maldade usar palavras para expressar idéias sobre um espetáculo totalmente “noir”... “clown” total (estou nesse momento usando meu nariz vermelho... sim eu o tenho... ganhei da Unimed. Ainda o uso pouco em público mas estou com muita vontade de aumentar a visibilidade do meu lindo nariz vermelho).
Iluminotécnica e sonoplastia impecáveis que deram um magnífico suporte a bons atores que tiraram gargalhadas da platéia... Fazer comédia (dizem) é mais difícil do que fazer drama.
Reconhecimento imenso para Marcelo Pellegrini e Wagner Freire.
O La Mínima foi o máximo!!! Bom!
Não vi o espetáculo até o final. Estou com virose que o que os médicos informam quando não conseguem diagnosticar.
Amanha vejo, fotografo e gravo:
Eduardo Okamoto - Campinas - SP
· Eldorado
· 6 de junho de 2009 19 horas
· Local: Teatro Zaqueu de Melo
Hoje é dia de festa: começou o FILO!
Quarta-feira, 27 de Maio de 2009
Será disponibilizado sinal para todas as emissoras de TV Locais e veiculação através da FlexTVBR (Canal Local da FLEXTV), CELULARES 3.5g (sercomtel), RÁDIO E WEBSITE (http://www.assineflextv.com.br/teste/index.html); cobertura fotográfica em: http://www.flickr.com/photos/jcmillerjr/.
Nesse Blog haverão textos sobre os sentimentos provocados por cada espetáculo.
Ao inicio do site há os comentários dos espetáculos do ano passado, assim como imagens no Flicker.
Agradecemos antecipadamente o apoio da Assessora de Comunicação
Jackeline Seglin por todo o apoio logistico.
Tres edições diárias de 30 minutos e 20 pockets de 2 minutos, com sinal liberado para todas as emissoras de TV Locais (Londrina)
Cobriremos: Backstage, sonoras com artistas, técnicos, direção e autoridades e os seguintes espetáculos:
La Mínima - São Paulo - SP
A Noite dos Palhaços Mudos
5 de junho de 2009 20h30
Teatro Ouro Verde
Eduardo Okamoto - Campinas - SP
· Eldorado
· 6 de junho de 2009 19 horas
· Local: Teatro Zaqueu de Melo
Georgette Fadel e Isabel Teixeira - São Paulo - SP
· Rainha[(s)] - Duas Atrizes em Busca de um Coração
· 7 de junho de 2009 21h30
· Local: Teatro FILO Rua Cuiabá, 39
Teatro Travessia - São Paulo-SP
· Dias Raros
· 8 de junho de 2009 19 horas
· Local: Sala de Espetáculos do SESC
Armazém Companhia de Teatro - Rio de Janeiro - RJ
· Inveja dos Anjos
· 9 de junho de 2009 20h30
· Local: Teatro Ouro Verde
Gioco Vita - Teatro Stabile di Innovazione - Itália
· Pépé e Stella
· 10 de junho de 2009 19 horas
· Local: Teatro Zaqueu de Melo
Cia. Tato Criação Cênica - Curitiba-PR
· Tropeço
· 11 de junho de 2009 19 horas
· Local: Teatro Zaqueu de Melo Avenida
Teatr Licedei - Rússia
· Semianyki
· 12 de junho de 2009 20h30
· Local: Teatro Ouro Verde
Grupo Cena - Brasília-DF
· Fronteiras
· 13 de junho de 2009 21 horas
· Local: Teatro Vila Rica
Matteo Belli - Itália
· Inferno Di Dante
· 14 de junho de 2009 21 horas
· Local: Teatro Vila Rica Rua
David Moss - EUA/Alemanha
· David Moss Solo
· 15 de junho de 2009 21 horas
· Local: Teatro Vila Rica
Fátima Miranda - Espanha
· pr.ESENSIAS - Entre Salamanca y Samarcanda
· 16 de junho de 2009 20h30
· Local: Teatro Ouro Verde
Ballet de Londrina - Londrina-PR
· Para Acordar os Homens e Adormecer as Crianças
· 17 de junho de 2009 20h30
· Local: Teatro Ouro Verde
Cia. Odelê - A Casa dos Gestos - Campinas-SP
· Uma Noite em Claro
· 18 de junho de 2009 19 horas
· Local: Teatro Vila Rica
Studio Théâtre de Stains - França
· Le Jeune Prince et la Vérité
· 19 de junho de 2009 19 horas
· Local: Teatro Zaqueu de Melo
Cia. do Meu Tio - Salvador - BA
· O Sapato do Meu Tio
· 20 de junho de 2009 20h30
· Local: Teatro Ouro Verde
Grupo de Teatro BR3 - Londrina-PR
· O Mundo é Patético
· 21 de junho de 2009 19 horas
· Local: Teatro Zaqueu de Melo
Sexta-feira, 15 de Maio de 2009
Quinta-feira, 14 de Maio de 2009
O programa gourmeteria produzido pela flexTVBR e veiculado em Londrina pela FlexTV fará algumas alterações em seu formato.
Terá Consultoria do SENAC Hotelaria, tendo algumas locações no hotel águas de São Pedro e outras no hotel ilha do boi em Vitória no Espírito Santo.
Não haverá “Âncora” fixo, estão sendo convidados 20 diferentes “chefs” cujo número aumentará com o tempo.
Chef Álvaro Rodrigues
Chef Amauri Shimizu
Chef Anderson Batista da Silva
Chef Djalma Araujo
Chef Duma
Chef Elaine Beatriz Pedroso
Chef Eliane Kina
Chef Gilberto de Paula
Chef Hermes Custódio
Chef Kássio Rodgger Bergamin
Chef Marcelo Camargo
Chef Nelson Santos
Chef Pedro Serafini
Chef Raphael Conrado
Chef Rodrigo Martins
Chef Ronald Marczak
Chef Ronise Castro
Chef Sérgio Arno
Chef Tadeu
Chocolatière et confiseur Adriana Carioba
Todos os programas receberão um “sommelier” que fará a harmonização do prato com um vinho escolhido de uma adega fornecida por um dos maiores distribuidores brasileiros, cujo nome será divulgado nos próximos dias, imediatamente após o registro do contrato de patrocínio.
África do Sul
Alemanha
Argentina
Austrália
Brasil (espumantes)
Chile
Espanha
Estados Unidos
França
Itália
Nova Zelândia
Portugal
Uruguai
Gourmeteria apresentará de pratos simples a sofisticados, porém sempre em tempo real o que propicia a execução dos pratos pelos telespectadores:
carnes brancas
carnes vermelhas
doces
étnicos
frutos do mar
locais
pastas
regionais
tradicionais
Portal da WEB disponibilizará receitas e forma de preparo assim como possibilidades de compras on-line (AMERICAN, DINERS, E’CARD – TICKET RESTAURANTE E ALIMENTAÇÃO, MASTER, VISA e pagamento bancário (Bradesco e Itaú)).
O novo formato esta previsto para estreiar no dia 30.05.2009 as 22 horas.
Terça-feira, 12 de Maio de 2009
Segunda-feira, 4 de Maio de 2009
Blog da Ana Marta
Tudo o que acontece em Londrina
03MAI
Breakfast
Um café da manhã marca nesta segunda-feira o convênio firmado entre o Sebrae, a FlexTV e o Canal FlexTVBR. Por meio da parceria, o Canal FlexTVBR fará a exibição de programas produzidos pelo Sebrae. Um importante segmento da mídia que está em pleno desenvolvimento, se firmando em nossa região. O encontro será às oito horas, na sede do Sebrae, na Avenida Santos Dumont, 1355.
21ABR
Gourmeteria
Foram sete anos de deliciosos cardápios na Tv Mix. Agora, depois de três anos longe dos estúdios, Ricardo Coelho volta com outro programa gastronômico. É o Gourmeteria, que estréia semanalmente na FlexTVBR, canal a cabo da FlexTV. A sofisticação e a praticidade continuam sendo os ingredientes das receitas do chef. Mas o Gourmeteria tem mais. Ricardo Coelho recebe convidados, serve um bom vinho e deixa rolar a conversa em torno do fogão. O programa é uma delícia ... As estréias são aos sábados, às 22 horas, na FlexTVBR, canal a cabo da FlexTV. Na tv aberta, o programa é exibido pela CNT, aos domingos, às 22h30min. A direção é de JC Miller Jr.
Quinta-feira, 30 de Abril de 2009
Segunda-feira, 20 de Abril de 2009
Quinta-feira, 26 de Março de 2009
Quarta-feira, 25 de Março de 2009
Segunda-feira, 2 de Março de 2009
Sábado, 7 de Fevereiro de 2009
Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009
FlexTVBR - estréia

Nossos conteúdos serão preferencialmente “ao vivo” com entradas durante toda a programação de 24 horas em HD.
Em pré-estréia estão “no ar”:
1. Agronegócio
2. All sports
3. Construção
4. Cult
5. Destinnus
6. Empreender
7. Enogastronomia
8. Gourmeteria
9. Musica Brasil
Durante 2009 estrearão:
azzyllo resort – rock & racket club
· Paulão Rock & Roll
brincando com a Ju
· Juliana Batista
compilado
· Mariana Colletti
comportamento
· Reverendo Messias Anacleto Rosa
· Dom Orlando Brandes
conexões
· Abraham Shapiro
· Carlos Finatti
· Janete El Houli
· Márcio Américo
· Ricardo da Guia Rosa
conectado
· Bruno Ubiratan
dia-a-dia – saúde
· Juliana Lima
· Maíra Eiras
· Renata Moraes
enogastronomia
· Acir Valença
gourmeteria
· Ricardo Coelho
night & day
· Vanusa Macarini
musica Brasil
· Vitor Gorni
visão
· Carlos Finatti
viver
· Silmar Áreas
cheguei
click
construção
cult
destinnus
empreender
historias e lugares
variety
Estamos testando a transmissão ao vivo do canal via internet!! Se quiser assistir!!
WEB
FLEXTV NO CANAL 4
http://www.assineflextv.com.br/
Nos próximos meses, além da região metropolitana de Londrina:
1. Cascavel
2. Foz do Iguaçu
3. Maringá
4. Osasco – SP
5. São José – SC
E até o final de 2010:
6. Curitiba
7. Ponta Grossa
8. São José dos Pinhais
9. Colombo
10. Guarapuava
11. Paranaguá
12. Apucarana
13. Toledo
14. Pinhais
15. Umuarama
16. Campo Largo
17. Cambé
18. Campo Mourão
19. Araucária
20. Arapongas
21. Almirante Tamandaré
22. Paranavaí
23. Francisco Beltrão
24. Sarandi
25. Cianorte
CELULAR
Qualquer aparelho 3G no cardápio entretenimento ou audiovisual click no “banner”:
YOUTUBE
Amostras de vinhetas e pequenos VTs
http://www.youtube.com/user/FlexTVBR
“A flexibilidade é a nossa razão de existir”
Luiz Fernando Abreu
Diretor de Marketing
43 9161-4646
lfabreu@sercomtel.com.br
Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009
Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009
Domingo, 21 de Dezembro de 2008
Sábado, 20 de Dezembro de 2008
Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008
Sábado, 13 de Dezembro de 2008
Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008
Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008
Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008
Sábado, 29 de Novembro de 2008
Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008
Domingo, 23 de Novembro de 2008
Sábado, 22 de Novembro de 2008
Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008
Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008
Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008
Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008
Domingo, 9 de Novembro de 2008
Sábado, 8 de Novembro de 2008
Quarto poder
Octávio Florisbal
Entretenimento
Manoel Martins
Jornalismo
Carlos Henrique Schroder
Diretores Artísticos:
Aloísio Legey
Daniel Filho (globo filmes)
Evandro Carlos de Andrade
Geraldo Casé
Guell Arraes
Luiz Fernando Carvalho
Mauricio Farias
Diretores de Núcleo
Alberto Luchetti Neto
Boninho
Carlos Manga
Dennis Carvalho
Jayme Monjardim
Jorge Fernando
Luiz Gleiser
Marcos Paulo
Miguel Falabella
Ricardo Waddington
Roberto Talma
Wolf Maia
Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008
Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008
Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008
Constatação
A partir do dia 04 de novembro (5 e 6) poderei comer “pastoso” – entenda-se: parte de uma banana pequena raspada com uma colher de chá.
A partir do dia 7 (8 e 9) poderei (semi-sólido) cortar em pequenas rodelas o que sobrou da banana e comer (como um Lord) as rodelinhas.
A partir do dia 10 (uauuuuu – sólido)... ou seja, dar uma pequena mordida na banana... que a esta altura do campeonato já deverá estar podre.
Segundo os cálculos “gastroplásticos” já reduzi em 12% meu “IMC” (índice de massa corporal), resultado que é esperado lá pelo trigésimo dia.
Ou seja: sucesso absoluto da cirurgia... “Uma Ova"!!!
Se eu tivesse feito tudo isso sem a cirurgia (ou seja: vivido de luz e "prana") talvez o resultado fosse ainda mais interessante.
Continuo vivendo com um absorvente feminino intimo colado na barriga com "micropore" (que pelo menos agora sou eu quem troca e não mais a Rose)... o que me faz pensar que me submeti a uma cirurgia de mudança de sexo mal sucedida...
Tenho considerado gelatina dietética de limão: Manjar dos Deuses... caldinho de batata com carne (de pacotinho – 200 ml) melhor que sashimi de salmão... enfim:
Estou adorando tudo isso e: glicemia e hipertensão estão se aproximando de índices humanos, dores praticamente inexistentes... e considerando o DR. Antonio Carlos Valezi um gênio... but se eu não fosse um ansioso, glutão, mal-educado; conseguiria os mesmos resultados.
Viva os avanços médicos... Deixarei de gastar em comida para gastar em: roupa, nutricionistas e terapeutas... VIVA!!!
Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008
Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008
Terça-feira, 28 de Outubro de 2008
Síntese
Retorno leve a atividades profissionais.
Tudo OK
Sábado, 25 de Outubro de 2008
Levemente inspirado em Sonho de uma noite de verão de William Shakespeare
Prólogo
Minha terapeuta viajou
Nota introdutória
Como informo ao inicio desse “blog” a leitura não é recomendável; deste texto menos ainda; caso não resista leia apenas os cinco últimos parágrafos.
Persona era o nome da máscara que os atores do teatro grego usavam. Sua função era tanto dar ao ator a aparência que o posicionamento exigia, quanto amplificar sua voz, permitindo que fosse bem ouvida pelos espectadores. A palavra é derivada do verbo personare, ou "soar através de".
Por extensão, designa um posicionamento social, ou um posicionamento interpretado por um ator.
Neste mesmo sentido, na psicologia analítica (Jung), é dado o nome de persona à função psíquica relacional voltada ao universo externo, na busca de ajuste social. Nesta acepção, opõe-se à sizígia (animus/anima), responsável pelo ajuste ao universo interno. No processo de individuação, a primeira etapa é, justamente, a elaboração da persona desenvolvida, em termos de sua relatividade frente à personalidade como um todo. Nos sonhos, costuma aparecer sob várias imagens/formas.
Personagem é um elemento vivo de uma obra narrativa. Comumente é uma pessoa (dom Quixote), mas pode ser um animal (a revolução dos bichos), uma boneca de pano (sítio do pica-pau amarelo) e o que mais a imaginação do artista inventar.
Existem personagens tanto em obras ficcionais como não-ficcionais, assim como o termo se aplica não apenas a literatura, como também ao cinema, teatro, dança, história em quadrinhos, etc. Em alguns casos, como na televisão ou no teatro, as personagens são representadas por um ator.
Pessoas - suas trajetórias de vida cruzam-se no espaço e no tempo e, no entanto, são permeadas por heranças históricas muito diversas. Por meio de suas histórias vemos como um mesmo território pode ser compartilhado no tempo, porém visto e vivenciado a partir dos tempos históricos e das condições individuais. Esse conviver em um mesmo território não é necessariamente pacífico, sobretudo quando as experiências são de total exclusão social. Muitas vezes a presença do outro significa “invasão”, decadência e a quebra da identidade originalmente estabelecida e compartilhada por um dado grupo.
Comédia
Nel mezzo Del cammin di nostra vita
Mi ritrovai per una selva oscura
Ché la diritta via era smarrita.
Ahi quanto a dir qual era è cosa dura
Esta selva selvaggia e aspra e forte
Che nel pensier rinova la paura!
Tant'è amara che poco è più morte;
Ma per trattar del ben ch'i' vi trovai,
Dirò de l'altre cose ch'i' v'ho scorte.
Io non so ben ridir com'i' v'intrai,
Tant'era pien di sonno a quel punto
Che la verace via abbandonai.
Inferno
Quando se encontra no meio da vida, ele se vê perdido em uma floresta escura, e sua vida havia deixado de seguir o caminho certo. Ao tentar escapar da selva, ele encontra uma montanha que pode ser a sua salvação, mas é logo impedido de subir por três feras: um leopardo, um leão e uma loba. Prestes a desistir e voltar para a selva, Dante é surpreendido pelo espírito de Virgílio - poeta da antigüidade que ele admira - disposto a guiá-lo por um caminho alternativo. Virgílio foi chamado por Beatriz, paixão da infância, que o viu em apuros e decidiu ajudá-lo. Ela desceu do céu e foi buscar Virgílio no limbo. O caminho proposto por Virgílio consiste em fazer uma viagem pelo centro da terra. Iniciando nos portais do inferno, atravessariam o universo subterrâneo até chegar aos pés do monte do purgatório. Dali, Virgílio guiaria Dante até as portas do céu. Então decide seguir Virgílio que o guia e protege por toda a longa jornada através dos nove círculos do inferno, mostrando-lhe onde são expurgados os diferentes pecados, o sofrimento dos condenados, os rios infernais, suas cidades, monstros e demônios, até chegar ao centro da terra, onde vive lúcifer. Passando por lúcifer, conseguem escapar do inferno por um caminho subterrâneo que leva ao outro lado da terra, e assim voltar a ver o céu e as estrelas.
Purgatório
Saindo do inferno, ambos se vêem diante de uma altíssima montanha: o purgatório. A montanha é tão alta que ultrapassa a esfera do ar e penetra na esfera do fogo chegando a alcançar o céu. Na base da montanha encontram o ante-purgatório, onde aqueles que se arrependeram tardiamente dos seus pecados aguardam a oportunidade para entrar no purgatório propriamente dito. Depois de passar pelos dois níveis do ante-purgatório, os poetas atravessam um portal e iniciam sua nova odisséia, desta vez subindo cada vez mais. Passam por sete terraços, cada um mais alto que o outro, onde são expurgados cada um dos sete pecados capitais. No último círculo do purgatório, Dante se despede de Virgílio e segue acompanhado por um anjo que o leva através de um fogo que separa o purgatório do paraíso terrestre. Finalmente, às margens do rio letes, Dante encontra beatriz e se purifica, banhando-se nas águas do rio para que possa prosseguir viagem e subir às estrelas.
Paraíso
O paraíso de Dante é dividido em duas partes: uma material e uma espiritual (onde não há matéria). A parte material segue o modelo cosmológico de Ptolomeu e consiste de nove círculos formados pelos sete planetas (lua, mercúrio, Vênus, sol, marte, júpiter e saturno), o céu das estrelas fixas e o primum móbile - o céu cristalino e último círculo da matéria. Ainda no paraíso terrestre, beatriz olha fixamente para o sol e Dante a acompanha até que ambos começam a elevar-se, "transumanando". Guiado por beatriz, Dante passa pelos vários céus do paraíso e encontra personagens como são Tomás de Aquino e o imperador Justiniano. Chegando ao céu de estrelas fixas, ele é interrogado pelos santos sobre suas posições filosóficas e religiosas. Depois do interrogatório, recebe permissão para prosseguir. No céu cristalino Dante adquire uma nova capacidade visual, e passa a ter visão para compreender o universo espiritual, onde ele encontra nove círculos angélicos, concêntricos, que giram em volta de deus. Lá, ao receber a visão da rosa mística, se separa de beatriz e tem a oportunidade de sentir o amor divino que emana diretamente de deus, "o amor que move o sol e as outras estrelas".
Tragédia
Tragédia (do grego antigo τραγῳδία, composto de τράγος "bode" e ᾠδή "canto") é uma forma de drama, que se caracteriza por sua seriedade e dignidade, freqüentemente envolvendo um conflito entre um personagem e algum poder de instância maior, como a lei, os deuses, o destino ou a sociedade.
Suas origens são obscuras, mas é certamente derivada da rica poética e tradição religiosa da Grécia Antiga. Suas raízes podem ser rastreadas mais especificamente nos cantos e danças em honra ao deus grego Dionísio (conhecido entre os romanos como Baco). Dizia-se que estas apresentações etilizadas e extáticas foram criadas pelos sátiros, seres meio bodes que cercavam Dionísio em suas orgias, e as palavras gregas τράγος, tragos, (bode) e ᾠδή, odé, (canto) foram combinadas na palavra tragoidia (algo como "canções dos bodes"), da qual a palavra tragédia é derivada.
O filósofo Aristóteles teorizou que a tragédia resulta numa catarse da audiência e isto explicaria o motivo dos humanos apreciarem assistir ao sofrimento dramatizado. Entretanto, nem todas as peças que são largamente reconhecidas como tragédias resultam neste tipo de final catártico - algumas tem finais neutros ou mesmo finais dubiamente felizes. Determinar exatamente o que constitui uma tragédia é um assunto freqüentemente debatido. Alguns sustentam que qualquer história com um final triste é uma tragédia, enquanto outros exigem que a história preencha um conjunto de requisitos (em geral baseados em Aristóteles) para serem consideradas tragédias.
Drama origina-se na Grécia Antiga significando ação (δράω /dráō).
Aristóteles, em sua Poética, divide a literatura de sua época, que se originara da forma oral, nos modos narrativo ou épico, dramático e misto. A partir desta análise, central em toda a análise dos gênero literários, teóricos dividiram a literatura nos modos narrativo, dramático e lírico.
Teatro surge a partir do desenvolvimento do homem, através das suas necessidades.
O homem primitivo era caçador e selvagem, sentia necessidade de dominar a natureza. Através destas necessidades surgem invenções como o desenho e o teatro na sua forma mais primitiva.
Eram umas espécies de danças dramáticas coletivas que abordavam as questões do seu dia a dia, uma espécie de rito de celebração, agradecimento ou perda.
Estas pequenas evoluções se deram com o passar de vários anos. Com o tempo o homem passou a realizar rituais sagrados na tentativa de apaziguar os efeitos da natureza, harmonizando-se com ela.
Os ritos começaram a evoluir, surgem danças miméticas, os homens praticam a MIMESIS (mímica) e as mulheres cantam.
Com o surgem da civilização egípcia os pequenos ritos se tornaram grandes rituais formalizados e baseados em mitos (histórias que narram o sagrado do mundo.
Cada mito conta como uma realidade veio a existir. Os ritos possuíam regras de acordo com o que propunha o estado e a religião, eram apenas a história do mito em ação ou seja em movimento. Estes rituais propagavam as tradições, apelo as entidades sobrenaturais, oferenda para obtenção de favores, para homenagem, para divertimento e sinal de honra aos nobres.
Na Grécia sim, surge o teatro. Surge o DITIRAMBO, um tipo de procissão informal que mais tarde ficou mais organizada era para homenagear o Deus Dioniso. Era um culto de evolução e louvação a determinado Deus.
Mais tarde o ditirambo evoluiu, tinha um coro formado por coreutas e pelo corifeu, eles cantavam, dançavam, contavam histórias e mitos relacionados a Deus. A grande inovação se deu quando se criou o diálogo entre coreutas e corifeu. Cria-se a ação na história. Surgem assim os primeiros textos teatrais.
A princípio tudo acontecia nas ruas, depois se tornou necessário um lugar. Aí surgiram os primeiros teatros.
Fotografia é uma técnica de gravação por meios mecânicos e químicos ou digitais, de uma imagem numa camada de material sensível à exposição luminosa, designada como o seu suporte.
A palavra deriva das palavras gregas φως [fós] ("luz"), e γραφις [grafis] ("estilo", "pincel") ou γραφη grafê, significando "desenhar com luz" ou "representação por meio de linhas", "desenhar".
A primeira fotografia reconhecida é uma imagem produzida em 1826 pelo francês Joseph Nicéphore Niépce, numa placa de estanho coberta com um derivado de petróleo fotossensível chamado Betume da Judéia. Foi produzida com uma câmera, sendo exigidas cerca de oito horas de exposição à luz solar. Em 1835 Daguerre desenvolveu um processo usando prata numa placa de cobre denominado daguerreotipo. Apesar dos diversos pesquisadores que desenvolvem ao longo do século XIX a Fotografia, como indica o historiador Geoffrey Batchen em seu livro Burning with Desire, considera-se que a data de invenção da Fotografia é a data de apresentação do processo de Daguerre à Assembléia Nacional Francesa, em sete de Janeiro de 1839.
Imagem da primeira fotografia permanente do mundo feita por Nicéphore Niépce, em 1825.Quase simultaneamente, William Fox Talbot desenvolveu um diferente processo denominado calotipo, usando folhas de papel cobertas com cloreto de prata. Este processo é muito parecido com o processo fotográfico em uso hoje, pois também produz um negativo que pode ser reutilizado para produzir várias imagens positivas. Hippolyte Bayard também desenvolveu um método de fotografia, mas demorou em anunciar e não foi mais reconhecido como seu inventor. No Brasil, o francês radicado em Campinas-SP Hercule Florence conseguiu resultados superiores aos de Daguerre, pois desenvolveu negativos, mas apesar das tentativas de disseminação do seu invento, ao qual denominou "fotografia" - foi o legítimo inventor da palavra - não obteve reconhecimento à época. Sua vida e obra só foram devidamente resgatadas em 1980 por Boris Kossoy. O daguerreotipo tornou-se mais popular pois atendeu à demanda por retratos exigida da classe média durante a Revolução Industrial. Esta demanda, que não podia ser suprida em volume nem em custo pela pintura a óleo, deve ter dado o impulso para o desenvolvimento da fotografia. Nenhuma das técnicas envolvidas (a câmara escura e a fotossensibilidade de sais de prata) era descoberta do século XIX. A câmara escura era usada por artistas no século XVI, como ajuda para esboçar pinturas, e a fotossensibilidade de uma solução de nitrato de prata foi observada por Johann Schultze em 1724.
Recentemente, os processos fotográficos modernos sofreram uma série de refinamentos e melhoramentos sobre os fundamentos de William Henry Fox Talbot. A fotografia tornou-se para o mercado em massa em 1901 com a introdução da câmera Brownie-Kodak e, em especial, com a industrialização da produção e revelação do filme. Muito pouco foi alterado nos princípios desde então, além de o filme colorido tornar-se padrão, o foco automático e a exposição automática. A gravação digital de imagens está crescentemente dominante, pois sensores eletrônicos ficam cada vez mais sensíveis e capazes de prover definição em comparação com métodos químicos.
Para o fotógrafo amante da fotografia em preto e branco, pouco mudou desde a introdução da câmera Leica de filme de 35mm em 1925.
Faz parte da cultura brasileira a figura do Fotógrafo Lambe-lambe, profissional que ficava nas praças tirando fotos comercialmente, quando adquirir uma máquina fotográfica era algo muito difícil devido ao seu alto valor comercial.
Fotografia em preto e branco
A fotografia nasceu em preto e branco, ou melhor, preto sobre o branco, no inicio do século XIX. Desde as primeiras formas de fotografia que se popularizaram, como o daguerreótipo, aproximadamente na década de 1823, até aos filmes preto e branco atuais, houve muita evolução técnica, e diminuição dos custos. Os filmes atuais hoje têm uma grande gama de tonalidade, superior mesmo aos coloridos, resultando em fotos muito ricas em detalhes. Por isso as fotos feitas com filmes PB são superiores as fotos coloridas convertidas em PB.
Fotógrafos controlam a câmera ao expor o material fotossensível (filme ou) à luz, o que se altera qualitativa e quantitativamente segundo as possibilidades de cada aparelho. Os controles são geralmente inter-relacionados, por exemplo, a exposição varia segundo a abertura (que determina a quantidade de luz) multiplicado pela velocidade do Obturador (que determina um tempo de exposição), o que varia o tom da foto, a profundidade de campo fotográfico e o grau de corte temporal do modelo fotografado. Diferentes distâncias focais das lentes permitem variar a conformação da profundidade da imagem, bem como seu ângulo. 1. Ponto de vista e composição:
A capacidade para selecionar e dispor os elementos de uma fotografia depende em grande parte do ponto de vista do fotógrafo. Na verdade, o lugar onde ele decide se colocar para bater uma foto constitui uma de suas decisões mais críticas. Muitas vezes uma alteração, mesmo mínima, do ponto de vista, pode alterar de forma drástica o equilíbrio e a estrutura da foto.
Por isso torna-se indispensável andar de um lado para o outro, aproximar-se e afastar-se da cena, colocar-se em um ponto superior ou inferior a ela, a fim de observar o efeito produzido na fotografia por todas essas variações. A composição nada mais é do que a arte de dispor os elementos, do assunto a ser fotografado, da forma que melhor atenda nossos objetivos.
"A composição deve ser uma de nossas preocupações constantes, até nos encontrarmos prestes a tirar uma fotografia; e então, devemos ceder lugar à sensibilidade"
Henri Cartier-Bresson
Planos:
Os Planos determinam o distanciamento da câmera em relação ao objeto fotografado, levando-se em conta a organização dos elementos dentro do enquadramento realizado. Os planos dividem-se em três grupos principais (seguindo-se a nomenclatura cinematográfica) Plano Geral, Plano Médio, Primeiro Plano. Uma mesma fotografia pode conter vários planos, sendo classificada por aquele que é responsável por suas características principais.
· Plano Geral: o ambiente é o elemento primordial. O sujeito é um elemento dominado pela situação geográfica.
· Plano Médio: neste plano, sujeito ou assunto fotografados estão ocupando boa parte do quadro, deixando espaço para outros elementos que deverão completar a informação. Este plano é bastante descritivo, narrando a ação e o sujeito.
· Primeiro Plano: enquadra o sujeito dando destaque ao gesto, à emoção, à fisionomia, podendo também ser um plano de detalhe, onde a textura ganha força e pode ser utilizada na criação de fotografias abstratas.
Também é comum utilizarmos a expressão "Segundo Plano" para nos referirmos a assuntos, pessoas ou objetos, que mesmo não estando em destaque ou determinando o sentido da foto, têm sua importância.
Perspectiva:
As fotografias são bidimensionais: possuem largura e comprimento, e para se conseguir o efeito de profundidade é preciso que uma terceira dimensão seja introduzida: a perspectiva.
Sem dúvida a perspectiva não passa de uma ilusão de ótica. Quando seguramos um livro, mantendo o braço esticado, este objeto dará a impressão de ser tão grande quanto uma casa situada a uma centena de passos. Quanto mais se reduz a distância entre o livro e a casa, mais os objetos se aproximam de suas verdadeiras dimensões. Só quando o livro se encontra em um plano idêntico ao da casa, é que o tamanho aparente de cada um deles equivale com exatidão ao real.
Através da perspectiva, linhas retas e paralelas dão a impressão de convergir, objetos que encobrem parcialmente a outros dão a sensação de profundidade, e através do distanciamento dos objetos temos a sensação de parecerem menores.
Podemos utilizar a perspectiva para criar impressões subjetivas, e o caso de efeitos de: "Mergulho" fotografar com a câmera num ângulo superior ao assunto, diminuindo-o com relação ao espectador; e "Contra-mergulho" a câmera num ângulo inferior ao assunto criando uma sensação de poder, força e grandeza. Cada um destes recursos deverá ser utilizado de acordo com o contexto e o objetivo do fotógrafo.
Luz, Forma e Tom:
A maioria dos objetos de uso diário pode ser identificada apenas pelo seu contorno. A silhueta de um vaso, colocado contra a janela, será reconhecida de imediato, porque todos nós já vimos muitos vasos antes. Contudo, o espectador pode apenas tentar adivinhar se ele é liso ou desenhado, ficando com a incerteza até que consiga divisar com clareza sua forma espacial. E esta depende da luz.
A luz é indispensável à fotografia. A própria palavra "fotografia", cunhada em 1839 por Sir. John Herschel, deriva de dois vocábulos gregos que significam "escrita com luz". A luz cria sombras e altas-luzes, e é isso que revela a forma espacial, o tom, a textura e o desenho.
A fotografia é afetada pela qualidade e direção da luz. Qualidade é o termo que aplicaremos para definir a natureza da fonte emissora de luz. Ela pode ser suave, produzindo sombras tênues, com bordas pouco marcadas (por exemplo, a luz natural em um dia nublado); ou dura, produzindo sombras densas, com bordas bem definidas (luz do meio-dia).
A altura e direção da luz têm influência decisiva no resultado final da fotografia.
Dependendo da posição da luz da fonte luminosa, o assunto fotografado apresentará iluminada ou sombreada esta ou aquela face. A seleção cuidadosa da direção da luz nos permite destacar objetos importantes e esconder entre as sombras aqueles que não nos interessa.
· Luz lateral: é a luz que incide lateralmente sobre o objeto ou o assunto fotografado, e se caracteriza por destacar a textura e a profundidade, ao mesmo tempo em que determina uma perda de detalhes ao aumentar consideravelmente a longitude das sombras criando muitas vezes imagens confusas.
· Luz direta ou frontal: quando uma cena está iluminada frontalmente, a luz vem por trás do fotógrafo, as sombras se escondem sob o assunto fotografado. Este tipo de luz reproduz a maior quantidade de detalhes, anulando a textura e achatando o volume da foto.
· Contra-luz: é a luz que vem por trás do assunto convertendo-o em silhueta, perdendo por completo a textura e praticamente todos os detalhes.
Denomina-se Tom a transição das altas-luzes (áreas claras) para a sombra (áreas escuras). A gama de cinzas existente entre o preto e o branco.
Em uma fotografia onde se vê apenas a silhueta de um objeto, recortada contra um fundo branco, não existindo portanto tons de cinza. Esta será uma fotografia em alto-contraste. Uma fotografia que tem apenas alguns tons de cinza predominando o preto e o branco será considerada uma fotografia dura (bem contrastada). Já uma imagem onde predominem os tons de cinza poderá ser considerada uma fotografia suave (pouco contrastada). Existe uma "escala de cinzas" medida em progressão logarítmica, que vai do branco ao preto. Esta escala é de grande utilidade, podendo-se através dela interferir no resultado final da fotografia.
Textura:
A textura e a forma espacial estão intimamente relacionadas, entendendo-se como textura a forma espacial de uma superfície. É através da textura que muitas vezes podemos reconhecer o material com o qual foi feito um objeto que aparece em nossa fotografia, ou podemos afirmar que em tal paisagem o campo que aparece é gramado ou não de terra.
Uma fonte luminosa mais dura, forte e lateral, irá privilegiar mais a textura; enquanto uma luz mais difusa, indireta, suave, poderá fazer desaparecer uma textura ou diminuir sua intensidade.
A textura pode ser considerada um fator de importância em uma fotografia, em virtude de criar uma sensação de tato, em termos visuais, conferindo uma qualidade palpável à forma plana. Ela não só nos permite determinar a aparência de um objeto, como nos dá uma idéia da sensação que teríamos em contato com ele. Podemos, através da luz, acentuar ou eliminar texturas, a ponto de tornar irreconhecíveis objetos do cotidiano.
Linhas e Formas, os Desenhos:
O desenho pode transformar-se em um tema, e introduzir ordem e ritmo em uma foto que, sem ele, talvez parecesse caótica. Nos casos onde o seu efeito é muito grande, ele pode dominar a imagem, a ponto de os outros componentes perderem quase por completo sua importância.
Linhas e formas podem ser usadas para criar imagens abstratas, subjetivas, ou para desviar a atenção do assunto principal de uma fotografia.
Foco Profundidade de Campo:
Dentro dos limites técnicos, temos possibilidades de controlar não só a localização do foco, como também a quantidade de elementos que ficarão nítidos. Através destes controles, podemos destacar esta ou aquela área dentro de um assunto fotografado. E o foco que vai ressaltar um objeto em detrimento dos outros constantes da foto.
Movimento:
Sempre que um objeto se move em frente à câmera fotográfica, sua imagem projetada sobre o filme também se move. Se o movimento do objeto é rápido e a câmera fica aberta, por um tempo relativamente longo, essa imagem ou movimento será registrada como um borrão, um tremor, ou uma forma confusa. Se o tempo de exposição for reduzido, o borrão também será reduzido ou até eliminado. Um tempo de exposição à luz curto (velocidade alta), pode "congelar" o movimento de um objeto, mostrando sua posição num dado momento. Por outro lado, um tempo de exposição longo (velocidade baixa), pode ser usado deliberadamente para acentuar o borrão ou tremor sugerindo uma sensação de movimento.
cinema (abreviação de "cinematógrafo", do francês cinématographe, composto dos elementos gregos κίνημα "movimento" e γράϕω "escrever") é a técnica de projetar fotogramas (quadros) de forma rápida e sucessiva para criar a impressão de movimento, bem como a arte de se produzir obras estéticas, narrativas ou não, com esta técnica. Compreende, portanto, uma técnica, uma forma de comunicação, uma indústria e uma arte.
Por metonímia, a palavra cinema também pode se referir ao conjunto de pessoas que trabalham na indústria cinematográfica, ou ainda à sala de espetáculos onde são projetadas obras cinematográficas.
História
A invenção da fotografia e sobretudo a da fotografia animada foram momentos cruciais para o desenvolvimento não só das artes como da ciência, em particular no campo da antropologia visual.
O cinema é possível graças à invenção do cinematógrafo pelos Irmãos Lumière no fim do século XIX. A 28 de dezembro de 1895, no subterrâneo do Grand Café, em Paris, eles realizaram a primeira exibição pública e paga de cinema: uma série de dez filmes, com duração de 40 a 50 segundos cada, já que os rolos de película tinham quinze metros de comprimento. Os filmes até hoje mais conhecidos desta primeira sessão chamavam-se "A saída dos operários da Fábrica Lumière" e "A chegada do trem à Estação Ciotat", cujos títulos exprimem bem o conteúdo. Apesar de também existirem registros de projeções um pouco anteriores a outros inventores (como os irmãos Skladanowski na Alemanha), a sessão dos Lumiére é aceita pela maciça maioria da literatura cinematográfica como o marco inicial da nova arte. O cinema expandiu-se, a partir de então, por toda a França, Europa e Estados Unidos, através de cinegrafistas enviados pelos irmãos Lumière, para captar imagens de vários países.
Nesta mesma época, um mágico ilusionista chamado Georges Méliès, que comandava um teatro nas vizinhanças do local da primeira exibição mencionada, quis comprar um cinematógrafo, para utilizá-lo em seus números de mágica. No entanto, os Lumière não quiseram vender-lhe, e o pai dos irmãos inventores chegou a dizer a Meliès que o aparelho tinha finalidade científica e que o mágico teria prejuízo, se gastasse dinheiro com a máquina, para fazer entretenimento. Meliès conseguiu um aparelho semelhante, depois, na Inglaterra, e foi o primeiro grande produtor de filmes de ficção, com narrativas, voltados para o entretenimento. Em suas experimentações, o mágico descobriu vários truques que resultaram nos primeiros efeitos especiais da história do cinema. Foi o responsável, portanto, pela inserção da fantasia na realização de filmes.
Logo depois, nas duas primeiras décadas do século XX, o diretor estadunidense David W. Griffith, um dos pioneiros de Hollywood, realizou filmes que fizeram com que ele fosse considerado pela historiografia cinematográfica o grande responsável pelo desenvolvimento e pela consolidação da linguagem do cinema, como arte independente, apesar das polêmicas ideológicas em que se envolveu. Ele foi o primeiro a criar filmes em que a montagem e os movimentos de câmera eram empregados com maestria e, com isso, estabeleceu os parâmetros do fazer cinematográfico dali em diante. Destaque para "Intolerância", admirado até hoje entre cineastas e cinéfilos.
Como forma de registrar acontecimentos ou de narrar histórias, o Cinema é uma arte que geralmente se denomina a sétima arte, desde a publicação do Manifesto das Sete Artes pelo teórico italiano Ricciotto Canudo em 1911. Dentro do Cinema existem duas grandes correntes: o cinema de ficção e o cinema documental.
Como registro de imagens e som em comunicação, o Cinema também é uma mídia. A indústria cinematográfica se transformou em um negócio importante em países como a Índia e os Estados Unidos, respectivamente o maior produtor em número de filmes por ano e o que possui a maior economia cinematográfica, tanto em seu mercado interno quanto no volume de exportações.
A projeção de imagens estáticas em seqüência para criar a ilusão de movimento deve ser de no mínimo 16 fotogramas (quadros) por segundo, para que o cérebro humano não detecte que são, na verdade, imagens isoladas. Desde 1929, juntamente com a universalização do cinema sonoro, as projeções cinematográficas no mundo inteiro foram padronizadas em 24 quadros por segundo.
Dramaturgia
Após vários estudos da quantidade de situações dramáticas existentes, o "vizir matemático" considerado no livro de Soureau revelou-nos de imediato que um cálculo bem simples, que toda pessoa habituada a fórmulas combinatórias está apta a fazer, mostrava que seis fatores combinados de acordo com cinco princípios considerados dão como resultado 210141 dispositivos (os duzentos mil do título é usado apenas como eufonia). Em primeiro lugar, uma conseqüência prática e perspectiva – é claro que mesmo em cem mil situações somente..., pode acontecer que algumas ainda não tenham sido usadas. Uma perspectiva tranqüilizadora para dramaturgos de hoje e de amanhã. Nenhuma arte plástica suscita problemas tão perfeitos, ricos detalhados e demoradamente intensos quanto o teatro, com o qual só as outras artes literárias – o romance, por exemplo, e também o cinema, é claro – podem rivalizar. Nenhuma arte vai tão longe quanto o teatro no caminho das encarnações, das imitações concretas, das reconstituições materiais. Para ampliar e ligar o pequeno cubo da realidade em que se transforma o espaço cênico ao restante, usarei ilusões de ótica; esforçar-me-ei para que se acredite que a caixa é muito maior e mais aberta para o exterior do que realmente o; prolongarei seu espaço real, pelas perspectivas do cenário. Permita-se –me também que, dentro da caixa, certa coisas sejam apenas esboçadas, convencionalmente apresentadas – o homicídio, a união sexual... Pouco importa: o princípio é constante, seja ele apresentado "no duro" (as portas reais com fechaduras reais exigidas por Antoine: os beijos ou contatos muito audaciosos) ou "no mole" (os acessórios e cenários muito estilizados que predominam no teatro contemporâneo, as convenções apresentadas claramente como tais, etc.); nuanças interesses estilisticamente, mas que não afetam a natureza das coisas nem o estatuto básico do teatro. E aí está, de modo geral, a regra do jogo. O microcosmo cênico tem o poder de por si só representar e sustentar satisfatoriamente todo o macrocosmo teatral, sob condição de ser tão "focal" ou, se preferirem, a tal ponto "estelarmente central" , que seu foco seja o do mundo inteiro que nos é apresentado. Coloquemos cinco ou seis personagens numa situação arbitrária e provisória, numa relação de forças em equilíbrio instável. E vejamos o que acontecerá. Acompanhemos o jogo das forças , a necessária modificação das relações, os dispositivos variados que daí resultarão, de situação em situação, até o momento em que tudo se imobilizará – talvez por autodestruição de todo o sistema; talvez por cessação do movimento num dispositivo estável e satisfatório; talvez por retorno à situação inicial, pressagiando um perpétuo recomeço cíclico – em suma , até o desenlace. Mas acrescentamos aquilo que assegura o êxito da operação: é preciso que esses quatro ou cinco personagens consigam (com os que os rodeiam na caixa) fazer surgir em torno deles todo o mundo, em palpitação universal; mundo do qual eles são, por efeito da arte, o centro e o coração pulsante. A relação estelar e interestrutural do microcosmo e do macrocosmo teatral, sucessivamente em dois sentidos diferentes foi apresentada: primeiro, imaginando o macrocosmo em toda a sua amplitude e observando que ele se concentra e se focaliza nesse microcosmo cênico e depois numa situação dada; em seguida, olhando esse microcosmo colocado em situação, e observando que, pouco a pouco, ele gera e comanda todo um universo. O que vale, para entrar numa obra, é a relação fundamental entre o cosmo da obra e seu pequeno núcleo estelar de personagem, sem importar se o autor for indo do centro para a periferia ou vice-versa. O que constitui o interesse artístico de uma peça de teatro pode ser bastante diverso. Este interesse incidirá, às vezes, no conjunto do universo da obra, no ambiente histórico, geográfico ou moral. Eis por que existe teatro de caráter, ou teatro de situação ou teatro de ambiente (social ou histórico), ou teatro de idéias, etc.; isto é sempre teatro parcial. Um tratado completo de teatro deveria examinar sucessivamente pelo menos todos esses fatores: o autor, o universo teatral, os personagens, o local, o espaço cênico, o cenário, a exposição do tema, a ação, as situações, o desenlace, a arte do ator, o espectador, as categorias teatrais: trágico, dramático, cômico; finalmente as sínteses: teatro e poesia, teatro e música, teatro e dança; e para terminar, tudo o que se relaciona indiretamente ao teatro: espetáculos variados, circo, marionetes, etc. Só queremos tratar aqui de um único desse problemas. Mas o que escolhemos - o problema das situações - dá sobre a natureza da obra teatral uma percepção certamente ligada ao essencial. Os fatores elementares das situações são forças. Pode ser conveniente precisar que a situação inteira é um dado essencialmente dinâmico. A expressão situação dramática (destinada a marcar bem esse caráter dinâmico) deve ser tomada em sentido teatralmente bem amplo e não em referência a um gênero teatral estreitamente definido. O próprio nome drama significa ação e ninguém tem duvida de que a ação seja essencial à coisa teatral. É preciso, para que haja ação, que a pergunta: "Que aconteceu em seguida?", a resposta resulte forçosamente da própria situação e dos dinamismos interiores de cada momento cênico. Chama-se tradicionalmente de "motivação ou mola dramática" toda força global inerente ao cosmos teatral e apropriada para caracterizar as razões gerais ou locais da tensão das situações e do progresso da ação. Por outro lado, o que caracteriza o desenlace é deixar-nos numa situação duradoura, relativamente estática. É entre essas duas que deva funcionar a motivação dramática, principalmente naqueles momentos onde ha possibilidade de que o microcosmo tenha que receber um choque vindo do macrocosmo, do qual jamais fica isolado. Um problema, entretanto surge aqui: deve-se colocar à parte as situações dramáticas, e outras que lhe são nitidamente opostas como as situações cômicas? Na realidade, todas as situações teatrais participam mais ou menos do mesmo gênero dramático e até mesmo as situações cômicas são muito difíceis de separar das situações dramáticas assim é preciso que se diga: 1º) não existe situação cômica em si; 2º) toda situação cômica comporta necessariamente a possibilidade dramática; 3º) obtém-se o caráter cômico por uma redução ativa. artisticamente desejada e dinâmica dessa dimensão. Conseqüência: oferecendo 200 mil situações dramáticas, estamos dando também 200 mil situações cômicas. Enfim uma situação dramática é a figura estrutural esboçada, num momento dado da ação, por um sistema de forças. Essas forças são funções dramáticas e em nome delas, cada personagem, é unido à ação.
Televisão (do grego tele - distante e do latim visione - visão) é um sistema eletrônico de recepção de imagens e som de forma instantânea. Funciona a partir da análise e conversão da luz e do som em ondas eletromagnéticas e de sua reconversão em um aparelho - o televisor - que recebe também o mesmo nome do sistema ou pode ainda ser chamado de aparelho de TV. O televisor ou aparelho de TV capta as ondas eletromagnéticas e através de seus componentes internos as converte novamente em imagem e som.
O primeiro sistema semi-mecânico de televisão analógica foi demonstrado em Fevereiro de 1924 em Londres,e, posteriormente, imagens em movimento em 30 de outubro de 1925. Um sistema eletrônico completo foi demonstrado por John Logie Baird, Philo Farnsworth e Philo Taylor Farnsworth em 1927. O primeiro serviço analógico foi a WGY em Schenectady, Nova Iorque, inaugurado em 11 de maio de 1928.
No Brasil, a primeira transmissão de televisão deu-se por conta do leopoldinense Olavo Bastos Freire , que construiu os equipamentos necessários e transmitiu uma partida de futebol em 28 de setembro de 1948, na cidade de Juiz de Fora, Minas Gerais.
Meditação (será?)
Acordei com a seguinte indagação: quem sou? De onde vim e para onde vou? Tenho a impressão que aquele ex-jogador do Corinthians já perguntou algo parecido... Sei lá!!!
Tentei, obstinadamente, mas, diante da minha mediocridade, uma resposta que satisfizesse a minha curiosidade... E nada!
Inesperadamente, uma luz iluminou minha mente ignorante e no meio daquela claridade surgiu: mais importante do que saber de onde veio e saber para onde irá.
Epílogo
A luz se apaga... Vou tentar dormir.
Pós-epílogo
Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008
Ainda a pequena cirurgia
nova (pequena) cirurgia
Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008
Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008
Hospital: Monstro e útero
As equipes invariavelmente são muito bem treinadas e aplicadas.
Arquitetos, proprietários, diretores, gerentes jamais se internaram em seus próprios hospitais.
Ergometria é uma palavra cujo sentido e conceitos são absolutamente ignorados.
A equipe médica antecipa tanto quanto pode a “alta”, afinal hospitais são lugar de doença e doente.
Porem eles acabam funcionando também como útero, você se sente amparado e protegido, tudo ao alcance de uma campainha.
O conforto físico de casa é maior, mas a insegurança após uma cirurgia com significativa abertura abdominal e desesperadora.
Dois graus a mais de pressão, alguns pontos a menos de glicose, alguns graus a mais de temperatura, frios e calafrios... enfim qualquer (pretensa) alteração torna-se sensação de “morte iminente”.
Tenho clareza que estava hiper preparado para a cirurgia e nada preparado para o pós cirúrgico. Ando com medo da sombra... ou talvez por ter que abandonar o “personagem” durante meia década construído.
Nada que uma boa terapia e alguns neurotransmissores não resolvam.
Continuo feliz (sem escalpo), mas ainda assustado.
Terça-feira, 21 de Outubro de 2008
Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008
Ressaca
Cardápio:
Leite com cereais batidos – 200 ml
Suco de uva – 200 ml
Caldo de mandioquinha – 250 ml
Yogurt liquido de uva – 170 ml
Creme de feijão – 250 ml
Água de coco – 250 ml
Creme de feijão – 250 ml
Domingo, 19 de Outubro de 2008
Um dia de cão
Um dia de cãoFicha TécnicaTítulo Original: A Dog Day AfternoonGênero: PolicialTempo de Duração: 120 minutosAno de Lançamento (EUA): 1975Estúdio: Artists Entertainment ComplexDistribuição: Warner Bros.Direção: Sidney Lumet Roteiro: Frank Pierson, baseado em artigo de P.F. Kluge e Thomas MooreProdução: Martin Bregman e Martin ElfandFotografia: Victor J. KemperDesenho de Produção: Charles BaileyDireção de Arte: Douglas HigginsFigurino: Anna Hill JohnstoneEdição: Dede Allen e Angelo Corrao
Elenco Al pacino (Sonny Wortzik)Penelope Allen (Sylvia)Sully Boyar (Mulvaney)John Cazale (Sal)Beulah Garrick (Margaret)Carol Kane (Jenny)Sandra Kazan (Deborah)Marcia Jean Kurtz (Miriam)Amy Levitt (Maria)John Marriott (Howard)Estelle Omens (Edna)Gary Springer (Stevie)James Broderick (Sheldon)Charles Durning (Moretti)Carmine Foresta (Carmine)Lance Henriksen (Murphy)Chris Sarandon (Leon Shermer)
Sinopse alternativa:
A copeira titular (Lazara) estava de folga, ela já conhece minhas novas medidas alimentares. A substituta (Nilva), que há anos imagina que eu passo fome, preparou meu desjejum (leite batido com mamão) em proporções pré-gastroplastia. Até aí nada de mais... but... eu (gordo) tomei o dobro da recomendação.
Blackout entre 09h00 e 18h00
... mas eu sei que nesse período ouve:
Ânsia e suas conseqüências em alto grau
Dores de cabeça
Enjôos
Gemidos
Gritos
Indisposição (séria)
estomacal
Intestinal
Reclamações em geral
Choro e ranger de dentes
Frio, muito frio
... e um monte de gente “quase” de saco cheio
Luz plena
Estou bem... e espero ter aprendido
Sábado, 18 de Outubro de 2008
Gastroplastia - Iniciando a série
O apartamento do “Matter Dei” parecia de um resort (apenas ilusoriamente)
Sou transportado para o centro cirúrgico... Troco três vezes de cama/maca.
O centro cirúrgico parecendo saído do século IXX, equipe simpaticíssima... Anestesista aborrecido por não termos conversado antes (“tudo bem, falamos agora”).
Anestesia rack (no final da coluna)... Muito confortável menos desagradável do que em minha cirurgia anterior.
O anestesista pergunta: Consegue mexer as pernas? Eu as sentia... Mas mexer, quem dera!
Chega o Dr. Carlos Antonio Valezi... Quase uma festa, parece uma equipe hiper integrada. Insisto para “tirar meu filho” (um pingente imenso que cultivo há anos no lado esquerdo da barriga); Valezi sorri (parece).
Anestesista fala: “Esta bloqueado”
Valezi fala: “Grande garoto”
Anestesista fala (para mim): “respira fundo aqui” (a imagem é daquele respirador sendo colocado sobe a lente da câmera, para dar a impressão que é o ponto de vista do “pobre coitado” que será colocado a dormir).
Respiro (talvez) duas vezes... Acordo na UTI.
Conforme previsão do Valezi: um dreno na uretra, um dreno no final do corte, quatro diferentes tubos despejando líquido no meu corpo através de um cateter, um respirador cobrindo minha boca.
Um irritante “beep” seqüencial sinalizando de queestava vivo.
A lembrança: “Mecha os pés e o quadril”... Lá vou eu... tudo funcionava.
O respirador produzia coceiras insuportáveis na minha barba, pedia para tirar... o faziam e voltavam há recolocar 5 minutos depois.
Ouço as turbinas de um jato, penso ser o Gol das 6h00 da manha... ufa está amanhecendo... era o gol das 01:00 chegando as 2H30...
Desesperador... imploro por mamãe no “andar de cima”, milagrosamente durmo.
Blackout
Ainda nada de Mídia
Primeira hipoglicemia (54)... Tonturas, tremores, quase desmaio.
Em casa tudo "diet" e liquido... E a sete andares abaixo, quilos de açúcar.
Entrei em pânico, preparei um achocolatado (diet claro)... Toneladas dele.
Tomei-o vorazmente e não como um “Lord” como orienta Mr. Valezi; resultado:
Hipoglicemia e problemas estomacais e intestinais... um horror, parecia que nunca mais iria melhorar.
Sobrevivi... Minha aparência está péssima.
Conclui que o Valezi não fez apenas um “risco” no meu abdômen.
Estou cansado, com sono, mas sem dores.
Refeições do dia
Café com leite (duas xícaras)
Mamão com leite (um copo americano)
Água de coco (200 ml)
Chá verde (350 ml)
Caldo de mandioquinha (250 ml)
Suco de pêssego (200 ml)
Chá verde (350 ml)
Creme de cebola (250 ml)
Água 500 ml
Toneladas de achocolatado
Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008
Nenhuma mídia
Tudo veio bem até além dos 40 anos (clinicamente falando).
Por vez, médicos solicitavam contraprova de exames clínicos por não acreditarem nos resultados.
... Colesterol de atleta, glicose que não encantava abelhas... Enfim, tudo perfeito.
Surgiu uma hiper-tensão (controlada) seguida de uma pequena isquemia cardíaca.
Mais tarde, um grande stress e “a vaca foi para o brejo”... Tudo fora dos “eixos”:
Trombose de perna esquerda
Diabetes
Redução visual
UTI por crise hipertensiva
Limitações vasculares
Deficiência renal leve
Depressão...
Alexander
Carlos
Milton
Posso
Ramos
Rubens
Suely... Todos eficazes em suas áreas, fazendo o que podiam, até que “não mais podem”.
O Taíco insiste para que eu seja visto pelo Valezi... Lá vou eu diligentemente.
Bom papo, “estomagozinho” de isopor, orientações paroquiais, mais de 20 diferentes exames clínicos e outra meia dúzia de médicos.
Internação no “Matter Dei”, anestesia geral, gastroplastia à capela.
Alguns poucos momentos do pós-operatório: desesperadores... Na média bastante razoável.
O Fidel teve duplo e importante papel: depilação (pré) e escalpo (pós).
A Maria Sueli, incansável... muito além do razoável; obrigado!
Aqui estou eu: feliz, mas assustado!









































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